Gondola Segura — O sonho de uma produção e de um consumo consciente através da interação cidadã e tecnológica.

Nova Marca Lançada no Inverno de 2021

A palavra Economia vem do latim Eco que significa Casa e Nomia que conota organização. Tudo o que geramos economicamente tem uma origem na Natureza. O desenho da Natureza é abundante e eficiente. Uma semente é capaz de gerar quilos e quilos de frutos e centenas até milhares de sementes que por sua vez tornão-se frutos. Todo valor econômico advém da Natureza.

Esse desenho Natural e inteligente esta presente também em um pensamento orgânico que observa os fluxos naturais e seus ciclos.

É esse pensamento que aqui estamos interessados em investigar como potencializar. Quando o Gondola Segura nasceu como uma proposta de conclusão de estágio e graduação em 2004, essa visão integrativa de mundo era muito distante para nós. Foi necessário uma década para despertar a esse entendimento de que um projeto é também um cultivar, uma produção orgânica e natural por meio de ciclos-estações.

Para um cultivo, e quem teve uma horta sabe, é imperativo o cuidado, caso contrário, nada de colheita. Entretanto, não é só um cuidado mecânico. Quantos de nós cuidamos de uma horta e logo, as mudinhas morrem, acabam os insumos ou o manejo é inadequado. Ainda sim, é necessário algo além de nosso próprio cuidado: é necessário o Sol e a Água e a Terra. Sem essas três unidades é impossível que qualquer cultivo chegue a uma colheita.

Num projeto essas três constantes também estão presente em forma de tempo e dinheiro, entretanto, se analisarmos bem, o tempo existe porque existe espaço, palavra Pacha em Quéchua, significa espaço sagrado. Pachamama é a palavra que traduz Terra Sagrada. A vida acontece porque tem uma relação de inter-dependência desde do Cosmos até a Terra, onde o Ser Humano se faz parte como um guardião das sementes, do pensamento e da Natureza.

Quando penso nessa analogia a projetos fico espantado como o mercado de certa forma, por meio de outros conceitos esta alinhado a esse pensamento ainda que de forma inconsciente e distorcida por meio do antropocentrismo. O ponto cego atual esta na crença limitante de que o ser humano esta no centro e que pode atuar como quiser, sem considerar uma serie de elementos visíveis e não visíveis bem como as reações a suas ações.

Nesse momento o paradigma de produto, ou de produto mínimo viável é análogo. Ter um MVP requer uma dedicação cuidadosa de um processo de despertar para germinar bem como a compreensão das relações sistêmicas. Agora considere esse MVP vindo a dar frutos! O que precisamos antes é de um florescimento. Quando estudei sobre o florescer, aprendi que na Natureza ele sempre chega após um período de stress: ou uma grande sequia, ou um grande temporal.

O paradigma que compreendo como preparar o solo é transicionar de um paradigma de projetos para produtos. De modelo de negócios para território de negócios. Um produto tem ciclos de vidas e não simplesmente começo-meio- fim, mas um constante processo de cultivo por ciclos.

Existem ciclos de começo-meio-fim-preparo para recomeçar de forma evolutiva. A evolução inclui a ética e a partilha justa. Para isso distribuição é a chave.

Como garantir essa distribuição justa é uma equação complexa que envolve uma lógica integrativa e exponencial, ou, simplesmente requer um trabalho que integre e gerencie cadeias produtivas. Parece uma afirmação simples, mas não é.

A respeito de diversas dificuldades enfrentadas pelos Agricultores Familiares optamos inicialmente por atender a baixa oferta de tecnologia, obviamente porque éramos um grupo de pesquisadores em produção alimentar orgânica e desenvolvedores de softwares no princípio.

Abaixo nossa primeira comunicação visual elaborado em 2010 com recursos da FINEP — Financiadora de Estudos e Projetos.

Um de nossos esforços centrais foi o de substituir o caderno de campo, onde ficam todas as informações de manejo de um cultivar por meio do preenchimento manual por um sistema de gestão que pudesse integrar-se a uma plataforma de venda direta aos consumidores. O charmoso B2C — Business To Consumer, em inglês.

A visão de que um produto, contendo suas informações de origem, e que pudesse revelar os impactos intangíveis que uma cadeia produtiva está gerando era algo que nos fazia visionar uma compra como um ação social já que como por exemplo existem aspectos culturais que podem ser narrados e valorados, bem como reconhecidos por consumidores locais.

A principal descoberta nesse processo de investigação foi que o sistema de rastreabilidade deveria ser muito mais do que um diário de bordo do manejo, ele certamente tinha que integrar funções de gestão de custos de produção, faturamento, contabilidade e fiscal para que além de registrar as ações de manejo e certificação tenha condições de gerar dados de ordem estratégica como por exemplo: qual o custo de produção de um cultivar por estação, período, região, produtor e suas variações? Essas respostas podem até regular um mercado que é medido pelo preço de venda, e não pelo preço do custo de produção.

Por meio dessas funções o sistema até então idealizado poderia vir a impactar nas demais dificuldades assinaladas acima, utilizando a arquitetura Cloud Native como estratégia de conexão entre produtores e consumidores revelando diversos gargalos de uma cadeia produtiva ineficiente, onde o desperdício é altíssimo e a produtividade ou rentabilidade pouco ou quase nunca medida.

Caderno de Campo Manual

Ampliando o objetivo central, como visão de futuro, a plataforma busca se posicionar como uma opção natural ao controle social para cadeias produtivas mas também de geração de renda para produtores orgânicos e impacto positivo para os consumidores que optam por consumir produtos dentro de um código de conduta e ética segura, ou seja, livre de agrotóxicos.

Nesse artigo também demonstro o processo de empreendedorismo praticado dentro de uma incubadora de base tecnológica e as suas respectivas estratégias para validar uma visão de futuro em diversos ciclos de cultivo.

A primeira etapa ocorre de 2005 a 2012 onde concluímos um ciclo semente desde da fundação até a expansão de uma empresa nascente dentro do recente ecossistema de inovação do Brasil em uma incubadora de base tecnológica localizada na Universidade Estadual de São Paulo — Faculdade de Ciências Agronômicas— UNESP/FCA.

A segunda etapa ocorre de 2013 até 2015 e tem uma relação com o ciclo de estagnação dessa mesma empresa nascente pela ausência de conhecimentos específicos do setor de alimentação e outros correlatos onde atuávamos, bem como uma gestão desprovida de uma direção executiva especializada.

A terceira etapa ocorre de 2016 e 2017 onde a empresa passa um período de stress buscando reconectar-se com o propósito de existência e germinação e a quarta epata em 2018 e 2019 quando ela inicia uma trajetória de florescimento e regeneração.

Ao final do artigo tentarei analisar as causas que levam uma empresa nascente onde mesmo recebendo investimentos públicos e privados consegue despertar a semente e germinar e em seguida entra um processo de stress para vir a florescer e dar frutos.

A semente do Gondola Segura chegou quando eu fazia estágio na Microsiga, ainda no processo em que a Microsiga viria a tornar-se a holding TOTVS em 2004.

Com apoio financeiro do BNDES — Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social a Microsiga adquiriu diversas empresas de Software tornando-se hoje uma empresa de capital aberto e líder de mercado no segmento de ERP ou Software de Gestão.

Fica evidente que todas as grandes empresas tornaram-se referencias por conta de um processo de investimentos públicos. Apple, Google, Microsoft, Embraer bem como a Microsiga/Totvs tem em comum em sua historia um aporte de investimento de origem publica! O mito do estado mínimo na economia para mim se faz falaciosa.

Durante o estágio, ainda cursando a Universidade, eu havia sido inspirado pelas narrativas que conheci na UNESP/FMVZ — Universidade Estadual Paulista — Faculdade de Medicina, Veterinária e Zootécnica onde minha Mãe, Bia Lopes, passou acredito que dezessete anos estudando como pesquisadora.

Da graduação a um Doutorado. Quando chegou o dia de escolher o tema do projeto de conclusão de estágio, o TCE — Trabalho de Conclusão de Estágio, eu optei pelo tema Agro, já que mamãe cursou Zootecnia e eu presente nos estágios, em alguns aulas e por dentro de sua narrativa de produção alimentar, pedi a ela um conselho: o que podemos fazer tecnologicamente para o setor Agro?

A resposta dela foi: Segurança Alimentar! Rastreabilidade é o futuro! Desse tema pouco ou nada entendia e muito menos nosso grupo de estagiários na Totvs. Abaixo, o dia que os reunimos em “casa-ap” para falar do projeto.

Eu ainda não era vegetariano!

A família foi minha principal referência para tudo o que vem em seguida!

Gondola Segura nasceu com essas pessoas! Foi com esse grupo de estagiários que nos unimos e escolhemos o tema AGRONEGÓCIO.

Em seguida a esse estopim sobre o tema eu iniciei um processo de aproximadamente um ano, entre 2004 a 2005 de investigação sobre intra-empreendedorismo de forma espontânea e sem canalização na empresa em que atuava.

Augusto Positivo e Orgando falávamos sobre uma empresa “nossa”.

Foi com Eduardo Santos e Augusto Orgando, foto acima, que aprendi a apreciar o empreendedorismo e o desejo de desenvolver produtos.

Com Edu tive a oportunidade de associar-me pela vez primeira com um programador extremamente inteligente e organizado e Augusto a referência sobre como ser entusiasmado e positivo frente as adversidades, mas, sem dúvida, como nunca deixar de sonhar.

Para mim, essas qualidades estavam no meu radar pela comum vivencia. Edu tinha desenvolvido um WebKit que criava páginas de internet dinamicamente e eu aprendi muito utilizando seu código fonte e até posteriormente comercializando e implantando seu produto e Augusto trazia uma narrativa empreendedora visionária.

Durante o trabalho de conclusão de estágio Edu escolheu como tem um problema que eu enfrentava dentro da empresa. Foi seu grupo que venceu como melhor trabalho nesse ano de 2005 com a categoria WorkFlow.

No vídeo abaixo eu apareço rapidamente no setor que iniciei meu estágio na Microsiga. Acho interessante o vídeo abaixo pois ele mostra o local e o momento onde o Gondola Segura nasceu.

Nosso grupo de estágio na Microsiga havia escolhido o tema Agronegócio e existiu um consentimento para focalizarmos na cadeia produtiva de carne de corte.

Entretanto, um produtor de carne durante a minha pesquisa me orientou a seguir para o mercado de orgânicos, momento este registrado em vídeo para apresentar no dia da banca final.

Apresentação do Trabalho de Conclusão de Estágio na Microsiga em 2005

Em seguida durante a apresentação do TCE-Trabalho de Conclusão de Estágio na Microsiga em 2005 recebi de Ernesto Haberkorn, um dos fundadores da empresa um conselho de que deveria ser empreendedor e não somente por esse motivo, deixei a TOTVS.

Antes de sair da TOTVS passei sete meses trabalhando com Ernesto na área de Educação e Qualidade. Assim como estagiário por lá tinha a função do coordenador de Alianças Educacionais que havia saído, e por algumas vezes viajei com Ernesto bem como implantei o Protheus em sua versão educacional em faculdades.

Também tive a oportunidade de ensinar professores de economia e administração a usar o sistema de gestão integrado (ERP). Um período onde estimulei minhas habilidades gerenciais e comerciais.

Na TOTVS não encontrei na época acolhimento a tanto esforço. Nosso orientador dizia que o projeto não iria daria certo. O RH também disse após a apresentação do projeto que não tinha um plano de continuidade. A empresa nos estimulou muito a pesquisar e depois, sem qualquer perspectiva de aproveitamento. Isso me deixou muito frustrado.

Departamento de suporte da Totvs, na época Microsiga — 2005

Em 2006, Mamãe Bia estava trabalhando para o SEBRAE/SP em um projeto de integração de cadeias produtivas e conheceu a Incubadora Prospecta recém criada na UNESP/FMVZ.

Foi durante esse ano que ela pensou sobre a oportunidade de vir a ser uma empreendedora.

Foi por conta da Lei da Inovação de 2004, que permitia a Universidade Pública por meio das Incubadoras, avançarem da pesquisa a instrumentação prática do conhecimento que pudemos participar desse grande movimento de empreendedorismo no Brasil alavancado ainda no primeiro ano da lei de inovação no país.

Que incrível perceber que estávamos participando de uma ação pioneira no Brasil e que na década de 70 já era praticada nas Universidades dos EUA.

Bia e Diogo Lopes — 2007 — UNESP/FMVZ — Incubadora Prospecta

Foi através do trabalho de Mamãe no SEBRAE/SP que gerou-se uma oportunidade para que ela fosse convidada a apresentar um projeto na incubadora Prospecta. A apresentação foi realizada e aprovada: nascia a BMA — Rastreabilidade e Sistemas Integrados.

A BMA através de um projeto focal na rastreabilidade apícola, devido a importância dos polinizadores e da polinização é aprovada na incubadora de base tecnológica da UNESP mudando nossos destinos de Analista de Sistemas e Pesquisadora para empreendedores.

Anos depois pensávamos na BMA como um modelo:

BMA — Business Model Acreditation (Conceito) é uma inovação que atua na organização de cadeias de produção que se apoiam no trabalho de certificação participativa.

O conceito é organizado nas seguintes categorias:

- modelo de negócios,
- plataforma de gestão e rastreabilidade,
- interação entre elos desde da confiança e integração com territórios, onde, por meio do compartilhamento de informações desde do campo até o consumidor fazem o modelo de acreditação das informações compartilhadas, gerando índices de impacto e reputação dos produtos e marcas.

A transparência das informações de uma determinada cadeia de produção permite que os consumidores possam consultar, interagir, valorar e comprar marcas e produtos sem intermediários incluindo a Natureza como partícipe do processo e do modelo de acreditação através dos impactos.

Lopes & Lopes Assessoria Ltda que vem tornar-se Loopes como grupo.

Em 2006 foi quando conheci Fernando Generoso da Rosa em um fórum específico da Caelum, um empresa de treinamento de linguagens de desenvolvimento de Software.

Lá conectei-me com esse competente engenheiro de software formado na Federal de Santa Catarina, desenvolvemos juntos um parceria frutuosa até 2013. Ele me ajudou a aprender como arquitetar e desenvolver um software utilizando a linguagem Java.

Para mim, como tecnólogo na época, havia um hiato entre projetar e arquitetar softwares.

Foi com Fernando que aprendi praticamente muito sobre arquitetura e engenharia de software e quem liderou o processo técnico junto comigo em vários projetos futuros.

Fernando foi nosso primeiro técnico a participar conosco dessa aventura e sempre muito leal, nos apoiava em cada jornada. Ele foi o motivo de anos a frente aceitarmos vender parte de nossa empresa a investidores, pois com esse recurso tiramos Fernando da Data Sul para se dedicar tempo integral em nosso projeto.

2007

De 2007 a 2008 vivemos um período de grandes incertezas já que empreender não era algo que sabíamos como.

Tanto eu quanto Mamãe Bia estávamos aprendendo um novo caminhar, um novo despertar.

A incubadora foi essencial pois tivemos apoio do SEBRAE/SP e outros parceiros. Recebemos assessorias e consultorias de diversas naturezas como gestão, administração, marketing, comunicação e jurídico e assim fomos compreendendo como vir a ser empreendedores. Entretanto, não foi fácil ou simples como uma fórmula ou receita de bolo.

Nesse período atender produtores apícolas parecia algo muito distante por diversos motivos: não tínhamos contato, quanto tínhamos um, este não tinham computador ou interesse e nesse ciclo acabamos por nesse período conseguir nossa primeira oportunidade de serviço: automatizar o laboratório da FMVZ — Faculdade de Medicina, Veterinária e Zootecnia o SOAP — Serviço de Orientação a Alimentação Pública.

O laboratório de inspeção alimentar tinha tudo a ver com o tema! Aprendi muito sobre o que é segurança alimentar no SOAP!

Ficamos muito felizes com o convite do Dr. Paes, que anos depois veio a ser o Diretor da Universidade de Veterinária e Zootécnica.

Esse projeto foi extremamente exitoso e conseguimos implantar um módulo de Work-Flow que gerava pedidos de análises (diversos), realizando a inserção dos resultados no pedido e a impressão dos laudos.

Celebramos inclusive em dado momento 1.000 pedidos de exames e laudos emitidos em pouco tempo de entrega e até o sistema deixar de ser utilizado por normas internas, o nosso sistema rodou por anos!

2009

Em 2009 durante o período de de incubação tratei de organizar alguns encontros sobre software livre e inovação aberta com o objetivo de encontrar minha tribo e quem sabe formar uma equipe!

Primeiro Encontro Regional de Software Livre na Incubadora Prospecta — 17/01/2009

Os encontros começaram a dar resultados e com ele o objetivo de formar uma rede se faria realidade este ano com a chegada de Alexandre Montanha um web designer muito competente que me ajudou muito durante três anos.

Em 2009 a incubadora da UNESP/FMVZ de Botucatu, a Prospecta convoca a todos por meio da SUPERA, a incubadora de Ribeirão Preto da USP para para participarmos de um edital da FINEP — Financiadora Nacional de Estudos e Projetos. Esse edital foi chamado de PRIME — Primeira Empresa Inovadora.

Para participar do edital somente empresas de até dois anos estariam aptas. Foi quando por orientação da incubadora Prospecta, e estimulados a criação de parcerias e novas “spin-offs”, decidimos expandir a BMA para uma nova empresa: Aequalis Arquitetura e Engenharia de Software.

Aequalis Arquitetura e Engenharia de Software Ltda — Fundada em 10/11/2008

A busca por recursos para empreender estava expandindo de um projeto de conclusão de estágio, passando pela empresa BMA com Mamãe Bia com enfase em Rastreabilidade inicialmente apícola, chegando agora em uma oportunidade de ampliar a visão para uma Software House.

O que na época e nos permitia faturar mensalmente de forma mais ativa era a produção de web sites e serviços de hospedagem. Para isso em 2009 criamos a marca Animus Web — Serviços de Internet.

Animus Web — Unidade de Negócios Web da Aequalis Arquitetura e Engenharia de Software.

A demanda por serviços na web crescia e sempre havia o que fazer! Diferente da área de softwares sob demanda, onde o valor médio era maior, de 20k até 400k, na web, conseguíamos gerar vendas de 3k até 30k. (Entende-se por “k” a unidade no meio comercial dada a cada “mil reais”).

Foi com essa motivação que criamos essas divisões. A Animus Web e a Aequalis tinham uma relação recíproca como marca.

Entretanto, necessitávamos investir na cultura de inovação e da tecnologia da inovação, fazendo o mercado local reconhecer o software livre e a gestão da informação como valor. Para isso nossa estratégia de criar encontros e workshops gratuitos sobre o tema continuou.

Curso Gratuito de Programação — 30/10/2009

Nesse mesmo momento, criamos a Botucatu Host para pode hospedar os sites e e-mail de nossos clientes da Animus Web e da Aequalis. Estávamos certos de que essa diversidade seria positiva para nosso crescimento.

Em termos financeiros, muitas vezes, a Botucatu Host pagou a gasolina para realizar uma venda da Animus Web.

Foi através da Botucatu Host que encontrei um cliente chamado César Montanha, pai de Alexandre, nosso segundo técnico a participar conosco dessa aventura. César me disse: tenho um filho muito talentoso!

Invocando as consultorias do SEBRAE onde realizávamos mensalmente com consultores encontros de análise de negócios lembro-me de vários consultores estarem confusos com essa expansão:

BMA expandiu-se para Aequalis e Animus Web. Deixamos de ter um foco em um produto/segmento: rastreabilidade apícola, para vir a ser uma prestadora de serviços sistemas de work flow e serviços web para diversos segmentos para buscar recursos e sobreviver no mercado.

Se não fosse confuso para eles, ainda tínhamos mais uma frente, a de hospedagem! Eram muitas marcas e atuações para que os consultores nos dessem uma mensagem positiva de retorno.

Em geral, todos diziam que sem foco, não conseguiríamos ter êxito.

Foi com o projeto Gondola Segura enviado pela Aequalis ao edital PRIME- Primeira Empresa Inovador que conseguimos ser aprovados no edital do MCT — Ministério da Ciência e Tecnologia e captar R$ 120k a fundo perdido.

Era o sinal de que o mercado reconhecia esse projeto como inovação, a banca da FINEP-Financiadora de Estudos e Projetos deram uma nota de 8,5 ao plano de negócio!

Junto a esse edital recebi uma especialização em empreendedorismo da Fundação Dom Cabral.

Entrega dos contratos do Edital PRIME (Primeira Empresa Inovadora) subvenção economica proveniente do Ministério da Ciência e Tecnologia (Ribeirão Preto — Dez/2009)

2010

Em 2010 iniciamos o processo de enraizamento por meio do edital da subvenção econômica:

E edital previa o uso do recurso da seguinte forma:

  • Contratação de um gestor para a empresa e,
  • Contratação de uma consultoria de marketing bem como um design gráfico que criou a marca da empresa.
  • Pagamento de salário do empreendedor-gestor que foi reteado pela equipe técnica, eu e Fernando Generoso da Rosa, arquiteto Java e responsável técnico pelo projeto.

Dessa maneira fizemos. Entretanto não tivemos êxitos consideráveis com as rubricas, pois ainda estava nascendo a empresa e uma consultoria de marketing na época nos pareceu precitado. Também não tínhamos demandas para um gestor.

Outro ponto é que o edital previa mais 120k depois de dois anos e por brigas partidárias o dinheiro da segunda parcela não foi repassado ao estado de São Paulo. Certamente as rubricas, ou seja, a obrigatoriedade de uso do investimento em itens não necessários, e a falta de continuidade de investimentos impacta qualquer processo de inovação.

No final apenas 40k estavam disponíveis em 12 meses para o empreendedor. De 240k, apenas 40k poderia ser utilizados sem rubricas do estado. Esse é um ponto cego a ser aprendido como lição aos gestores públicos.

Os resultados no ano de 2010 e 2011 no projeto em si não foram relevantes para o Gondola Segura, a apesar de duas tentativas de desenvolver a plataforma com os 40k, gerando dois pacotes que quando apresentado a um produtor concluiu-se que o que fizemos era possível de ser usado para cooperativas e não aos produtores.

O que seguiu nesse período, que para manter-nos no mercado foi que necessitamos aceitar a entrada de novos clientes e projetos para a Aequalis Arquitetura e Engenharia de Software e desenvolver a inovação aos poucos e em momentos ociosos.

O segundo cliente que se apresentou foi a PESAGRO — Empresa Pública Agropecuária do Rio de Janeiro, em 2010, por meio de um edital buscava-se um software ou uma empesa que automatizasse seus laboratórios, incluindo um laboratórios de inspeção alimentar, igual o da UNESP/FMVZ onde já estávamos atendendo desde meados de 2008.

Na foto abaixo o momento em que apresentei a Dra. Phyllis, pesquisadora da PESAGRO nosso sistema feito sob demanda a UNESP.

II Feira de Software para o Agronegócio — Belo Horizonte/MG

Fomos convidados a participar do Congresso Nacional sobre Defesa Agropecuária e II Feira de Software para o Agronegócio 27 a 29 de maio de 2010 em Belo Horizonte/MG onde apresentamos uma palestra com o título: Os desafios da inovação tecnológica no agronegócio e suas novas interfaces com o consumidor onde apresentamos a visão tecnológica da rastreabilidade e as necessidades que o mercado apresenta para atender o novo consumidor.

Palestra: Os desafios da inovação tecnológica no agronegócio e suas novas interfaces com o consumidor — Diogo de Castro Lopes — Aequalis

Abaixo pode ser visto a apresentação que utilizei no evento:

http://gondolasegura.com.br/anexos/Feira_Software_Agronegocio_Aequalis.pdf

Uma das inovações esta em um módulo que realiza a gestão de pesquisas e projetos.

Como pode ser visto abaixo na especificação tratou-se de um projeto complexo e desafiador.

http://gondolasegura.com.br/anexos/PESAGRO_1.5.pdf

Abaixo o momento da entrega do sistema de gestão de laboratórios e pesquisa realizado na sede da PESAGRO em Niteroi/RJ em 2010.

Abaixo o manual com o produto entregue a PESAGRO-RIO.

http://gondolasegura.com.br/anexos/Manual_PESAGRO_RIO.pdf

O terceiro cliente que entrou nesse período foi a WQS, uma das principais certificadoras do Brasil.

Nela a necessidade era automatizar a linha de certificação de abate bovinos em um grande frigorífico. O projeto ficou em aproximadamente 20k.

Nesse processo de conhecer um frigorífico (matadeiro) eu decidi deixar de comer carne. Não poderia ser indiferente a esse sofrimento e uma conduta tão absurda.

Era um momento muito positivo para nossa empresa, diversos novos projetos e todos relacionados com a área alimentar, quer seja na produção ou na qualidade/certificação. Nossa equipe amadureceu muito tecnicamente usando pockets pcs e integrando ao sistema periféricos.

Assim, do zero, levantamos com a narrativa da Aequalis, uma fábrica de software, clientes e projetos interessados em desenvolver soluções específicas que a um baixo custo, por estarmos em uma incubadora de base tecnológica e com uma equipe reduzida o que chamou o interesse de clientes e em também investidores anjos.

Foi nesse momento que vendemos 20% da empresa Aequalis para dois investidores familiares. Os irmãos Fabiano e Cristina Filardo haviam comentado com amigos que estavam procurando empresas inovadoras para investir um capital e a Aqualis foi indicada. Levei ambos a conhecerem nossos clientes e nossos projetos. O contrato foi firmado e captamos 200K.

Também realizamos bons negócios através da criatividade. É comum nas cidades de interior realizarmos trocas de serviços. Assim oferecemos ao Restaurante do Seu Pedro, onde almoçávamos a troca do almoço pelo primeiro Software de Gestão do Restaurante!

Em três da equipe gastávamos em média 15K por semestre! Abaixo o empreendedor Seu Pedro com o seu sistema ao fundo, feito pela nossa equipe! Sempre peguntava ao Seu Pedro: Os alimentos são orgânicos?

Seu Pedro — Tempero Mineiro — Botucatu/SP — 2012

Através do trabalho que empreendemos no Restaurante do Seu Pedro, o Tempero Mineiro, tivemos a oportunidade de adequar o sistema para áreas correlatas como cafeterias nesse mesmo período. Cristina, sócia da Aequalis estava empreendendo uma cafeteria na cidade e aproveitamos para investir também em um produto específico utilizando o projeto do Restaurante como base.

Depois de vários projetos web, serviços de hospedagem e de desenvolvimento de software sob demanda em 2010, não poderia faltar ação no projeto semente e focal da empresa, o Gondola Segura!

Então, começamos a imaginar como seria a tela de consulta da rastreabilidade!

O logo ainda não estava definido, e nossa ideia seria criar uma divisão chamada Data Agro para gerenciar os dados dos clientes como se vê abaixo na imagem.

Primeiro Protótipo em Tela do Gondola Segura

Com esse protótipo tratamos de percorrer algumas trilhas em busca de implementar essa ideia de forma a atender vários segmentos do mesmo setor!

Começamos o ano com a decisão de ir a São Paulo/SP e abrir uma sede por lá. Alugamos uma casa na Saúde e estivemos durante um ano prospectando novas oportunidades de negócios.

Realizamos concomitantemente no terceiro ano de empresa uma aposta na PESAGRO, localizada em Niteroi/RJ, onde empreendemos uma série de viagens para oferecer um serviço de consultoria para empresas públicas.

Nesse ano conheci o empreendedor Thiago Venco, por meio de Cristina e Fabiano Filardo, investidores da Aequalis. Thiago havia recebido assessoria da Endeavour, por meio da empresa de sua família.

Com ele aprendi muito sobre gestão e o convidei para ir comigo ao Rio de Janeiro/RJ fazer um diagnóstico da empresa PESAGRO.

Abaixo uma proposta de gestão de mudanças integrada as ferramentas de gestão da Aequalis e Animus Web desenhada por Thiago.

http://gondolasegura.com.br/anexos/Consultoria_Viva_PESAGRO.pdf

Esse processo foi extremamente rico para mim, apesar de não termos efetivado uma venda formal, a consultoria do Thiago me inspirou criar uma nova unidade de negócio: a Viva! Gestão de Mudanças e Inovação.

Viva! Gestão de Mudanças e Inovação — 2011

Com Thiago Venco abrimos uma frente para prospectar consultorias e ou assessorias. Realizamos um trabalho interno na Animus Web e na Aequalis onde organizamos a casa definindo os processos operacionais padrão para cada tipo de serviço, representada por unidades de negócios. Abaixo os processos operacionais padrão da unidade de serviços de internet: Animus Web.

Abaixo os processos operacionais padrão da equipe de desenvolvimento e arquitetura de software da Aequalis em três categorias:

  • Gerenciamento de projetos de Softwares:
  • Desenvolvimento de Softwares:
  • Implantação, Manutenção e Suporte de Softwares:

Além de mapear os processos operacionais um dos esforços de Thiago esteve em implementar reuniões mensais de resultados e organizar um conselho de administração com os sócios. Com essas duas pequenas iniciativas tivemos um ganho de maturidade em termos de gestão e comunicação.

Éramos uma empresa com dois anos, iniciando, com processos de uma holding! Era muito entusiasmante, apesar de não sermos em números uma grande empresa. Abaixo um demonstrativo de nossos resultados mensais.

Com apoio do Thiago e a estruturação da gestão começamos a mensurar nosso desempenho.

Passamos a trabalhar com um funil de vendas e fazer previsões de vendas bem como estruturar nosso departamento comercial. Através das metodologias que aprendi com Thiago, que por sua aprendeu da Endeavour, tive um salto de qualidade, performance, conversão de vendas e resultados financeiros.

A maturidade de nossa recém criada empresa que antes estava certamente no primeiro nível, deu um salto. O mais bacana foi saber onde errávamos e por que. Através da sistematização de nosso trabalho, ficou para mim fácil identificar onde havia errado e aprimorar de maneira ágil.

Abaixo, um reunião de resultados com o recém formado conselho de administração com os sócios investidores e fundadores na incubadora.

Reunião de Resultados Mensais — Conselho de Administração — 2011

Essa foi a engenharia de faturamento e sonhos que criamos!

  • BMA: Modelo de Acreditação e Integração de Cadeias Produtivas
  • Aequalis: Arquitetura e Engenharia de Software
  • Animus Web: Desenvolvimento Web e Gerenciamento de Redes e Mídias Sociais.
  • Botucatu Host: Hospedagem Web de Sites e Emails
  • Gondola Segura: Nossa visão de Empresa Social.

Foi um sonho que virou realidade em pouco tempo!

Equipe por Unidades de Negócios estruturado por uma visão de grupo.

Neste mesmo ano de 2011 tornamo-nos sócio fundadores da Associação Parque Tecnológico de Botucatu/SP.

Nesse período tive a oportunidade de colaborar com a criação da lei de inovação municipal.

Sugeri uma ementa para a criação de um código de conduta para o uso do capital do fundo de inovação municipal. Revendo a lei, vi que um item foi suprimido do projeto, a criação de um comitê de ética para analisar propostas de uso de recursos do fundo.

Abaixo, minha pergunta ao então Diretor Presidente da Associação Gestora do Parque Tecnológico de Botucatu/SP, com a preocupação do uso de recursos serem destinados a empresas que apoiem agrotóxicos e transgênicos.

Na ocasião, o mesmo Presidente era o Presidente da CTNBio onde se aprovará a árvore e o mosquito transgênicos com estudos financiados pelas próprias empresas requerentes.

Também nesse mesmo ano atendemos a Prefeitura Municipal de Botucatu, na Secretária de Educação, e tivemos um grande êxito conforme carta de recomendação abaixo.

Outro momento ímpar em 2011 foi ter conhecido por meio de Thiago Venco os sócios fundadores da empresa Reclame Aqui. Me inspirou muito a narrativa de empreendedorismo de Maurício Vargas.

Na foto não consta, porém, fiquei muito amigo de Edu Neves também fundador do Reclame Aqui. Através de sua prática Budista, sempre estávamos a filosofar quando nos encontrávamos.

O Reclame Aqui é uma das principais referências para o Gondola Segura. Nesse evento em que participei fiquei muito tocado pela atuação deles e a história de um pequeno site de reclamações gratuito que chegou nessa época num valor de mercado de 200 milhões tendo milhões de consumidores cadastrados e page views.

Mauricio Vargas CEO do Reclame Aqui, Ten. Coronel Praxedes, Gisele Paula e Gil Giardelli

Chegamos em 2012 com a visão sustentada por Thiago Venco que poderíamos ser uma holding e um grupo! O Reclame Aqui tinha a mesma visão através da Holding Obvio. Teríamos tudo para isso segundo Thiago, apenas nos faltava métodos, processos e gestão e claro um produto para escalar.

Incubadora Prospecta UNESP/FMVZ — 2012

Em janeiro de 2012 decidimos estruturar a governança centralizada do grupo e definir as funções e papéis de maneira formalizada. Abaixo a proposta que passou a ser adotada pelo conselho.

http://gondolasegura.com.br/anexos/ReuniaoResultados.pdf

Entre tantos avanços, processos e estruturação, tínhamos que comunicar a FINEP de nossos avanços com o projeto aprovado.

Finalizamos nesse ano a primeira versão da tentativa de prototipar o que seria a plataforma Gondola Segura seria entregue.

Essa versão foi feita sem nenhum contato profundo com um produtor. O processo de validação dessa primeira versão junto a produtora e técnica agrícola Luzia localizada em Ibiúna/SP.

Post no grupo de Facebook após visita a Ibiúna/SP — 2012

A necessidade que coletamos com Luzia no campo, em 2012, é a mesma que depois de anos, em 2019, por meio de Reginaldo também em Ibiúna foi identificada.

Lembro-me de ver um vídeo conceitual sobre um mercado consciente, que integrava produtores rurais a consumidores conscientes chamado Apana. De imediato fui conversar com os sócios. Lá conheci a produtora orgânica Luzia.

Encontro com Apana — 2012

No mesmo momento encontrava no Google prospectando serviços a CONTROLARE, uma empresa especializada em segurança alimentar.

Através de uma boa relação com os proprietários fui convidado a conhecer um de seus clientes, a Matsusako localizada em Ibiúna/SP e na mesma cidade, no mesmo período em que o APANA nos oferecia um contato com um grupo de produtores orgânicos através de Luzia, uma produtora orgânica familiar de Ibiúna/SP.

Post no grupo de Facebook após visita a Ibiúna/SP — 2012

No mesmo dia visitei a grande Matsusako, que fornece para grandes redes varejistas, tem uma produção mecanizada e auditores pagos, e uma produtora onde passei a noite sem energia elétrica na casa de sua família.

Post no grupo de Facebook após visita a Ibiúna/SP — 2012

Foi um contraste muito grande conhecer o mesmo dia a grande e automatizada produção da Matsusako e a pequena produção porém super organizada de Luzia e sua família na mesma cidade, Ibiúna/SP.

Post no grupo de Facebook após visita a Ibiúna/SP — 2012

Se por um lado a Matsusako tinha máquinas e consultorias de segurança alimentar, Luzia tinha um conhecimento técnico vasto e muita informação sobre como melhorar suas limitantes.

Post no grupo de Facebook após visita a Ibiúna/SP — 2012

A visita na Matsusako que atende grandes varejistas e na Luzia que fornecia ao Apana, no mesmo dia, por uma obra do destino, me fazia pensar sobre que tipo de função seria necessária em nossa solução para atender diferentes tipos mercados consumidor, mas principalmente o Apana.

Abaixo pode-se ver e ler a ata de atendimento ao APANA bem como minha visita a Matsusako.

http://gondolasegura.com.br/anexos/AtaAtendimentoApana.pdf

Depois de meses tentando estabelecer uma relação comercial com o Apana, onde somente eu trabalhava, mas sem qualquer retorno financeiro, precisei deixar de atuar com eles.

Na Matsusako tínhamos uma possibilidade de vir a atender-los, o que também não ocorreu. Essas experiências foram positivas para apoiar nosso processo de entendimento do segmento e seus variados perfis e objetivos.

A relação entre varejo, produtores, consumidores e logística é bem complexa e exige muita experiência para encontrar uma fórmula que garanta satisfação a todos de uma cadeia produtiva.

Junto com Thiago analisávamos as causas dessas oportunidades não terem avançado. Quase sempre a falta de experiência, produto e maturidade nos deixavam em desvantagem.

Fomos convidados a participar de um evento no Rio de Janeiro que estava ocorrendo concomitantemente ao evento da Rio + 20. Nesse momento fez muito sentido convidar para ir comigo o Banco Ecológico do Brasil.

Esse convite veio através da Érika Cardoso, Designer e Empreendedora Social da Oka Bioembalagens, uma profissional e empresa que tenho muita admiração. Vale uma sistematização só para Érika e a Oka!

Gondola Segura + Banco Ecológico do Brasil durante Rio+20 — Rio de Janeiro/RJ 2012

O Banco Ecológico do Brasil foi um projeto que conheci em uma audiência pública na câmara dos vereadores de Botucatu/SP onde se debatia sobre a concessão do aterro sanitário municipal.

Mauro Roberto Pena, um agente ambiental e empreendedor social tinha em mente utilizar a rastreabilidade das embalagens como meio de transformação social através de um sistema bancário digital de créditos. Essa narrativa me tornou fã de Mauro!

Me encantei com a narrativa de Mauro Roberto Pena esse idealista que trabalha com coleta seletiva e juntos empreendemos uma viajem ao Rio de Janeiro, saindo de Botucatu de carro, com sua equipe e que nos gerou muita esperança no ideal de co-responsabilizar o consumidor bem como o emissor da embalagem pelos impactos negativos gerados ao meio por meio do Gondola Segura — Resíduos.

Ambos estávamos inspirados pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Logística Reversa. Chegou no Rio, encontramos vários entusiastas e a mesma narrativa em vários momentos. Abaixo, um vídeo que fiz com diversos momentos dessa jornada!

Gondola Segura + Banco Ecológico do Brasil na Rio + 20–2012

Estava tecendo sem uma compressão sistêmica ou aprofundada com diversos temas: produção orgânica, resíduos sólidos, associativismo, sistemas de controle social e parecia tudo convergir na minha cabeça, mas era evidente que fora dela, quando era visto de fora, nem tudo poderia fazer sentido.

Ainda sem conhecer o setor 2.5, onde as empresas passam a ter responsabilidades sociais intrínsecas ao propósito de existir, comecei a sentir um profundo questionamento interno e ver os negócios sociais como uma emergente solução.

Nesse mesmo momento passei a atura no terceiro setor profundamente, as ONGs, desde 2014 legalmente denominadas como entidades da sociedade civil organizada por meio o Marco Legal, e senti muito prazer em ser voluntário da Associação Nascentes durante seis anos, uma entidade que atua na recuperação de áreas degradas e me ensinou muito sobre ecossistemas, ciclo de vida e interações complexas.

Entretanto, desconhecia como seria possível também empreender socialmente, unindo propósito de transformação com remuneração e rentabilidade na prática.

Descobri o termo empreendedor social pela narrativa do Banco Grameen de Muhamed Yunus, nobel da Paz de Blangadesh. Yunus, professor Universitário, foi até um banco verificar se poderiam criar um programa de micro crédito para pessoas em situação de pobreza.

O gerente do banco disse que não era possível devido ao risco, ou seja, a falta de garantias para o pagamento. Ao se indignar com a resposta o gerente respondeu: abra o seu banco!

Foi através de empreendedores da cooperativa Mon Dragon localizada no País Basco que recebi um convite para participar de um evento chamado FUTURIZER, na edição de São Paulo, onde, eu seria um possível candidato par participar como um negócio social recebendo uma bolsa.

Perguntei a eles o que seria um negócio social e me falaram que o Gondola Segura havia sido indicado a eles como um projeto de impacto, por apoiar produtores rurais familiares e orgânicos e que isso também era feito na comunidade deles.

Participamos do FUTURIZER, uma espécie de aceleração social da MonDragon que rodou em diversos países junto com UNILEVER, SENAC e outras iniciativas onde saímos vitoriosos do processo com o melhor Pitch (apresentação de plano de negócios).

A partir disso conectei-me com várias redes como por exemplo o Impact Hub, onde passei a frequentar e participar e aprender cada vez mais sobre negócios e impacto social.

Turma do FUTURIZER — 2012 edição São Paulo/SP

Desejando documentar o que vivia, sempre atento, fiz um filme desse processo abaixo. A música de fundo, que toca no final é também um ótimo caso de estudo de como empreender socialmente. Foi produzida de forma colaborativa com um coletivo chamado Bloco do Instante na Demétria em Botucatu/SP, um bairro que nasceu dentro da primeira fazenda de agricultura biodinâmica do Brasil e que tem muita sinergia com a narrativa do Gondola Segura.

Gondola Segura no Futurizer edição São Paulo/SP — 2012

Sem perceber o que estávamos realizando, na prática, era sentido por outros, como sendo empreendedorismo social.

Nesse momento foi quando compreendi que minha narrativa de empresário poderia mudar para a narrativa de um empreendedor social. Isso realmente fazia todo sentido para mim.

Eu nunca fui um empresário, eu sempre fui um empreendedor social, quando me vi participando de um evento onde o reconhecimento venceu a Unilever devido ao impacto que nosso negócio causava.

Convidados pela futurista Lala Dehenzelin a participar do REPORTE ECO da TV CULTURA com o tema: projetos do futuro, no presente. Lala indicou o Gondola Segura como um projeto do Futuro que já estava manifestando-se no presente. Escute o que respondi ao ser perguntado pela repórter qual era meu sonho de futuro abaixo:

Participação do Gondola Segura no Programa Reporte Eco da TV Cultura — 2012

No livro de Lala, Admirável Mundo Novo — Futuros Desejáveis, em 2042, as Gondolas dos supermercados seriam falantes segundo Lala. As Gondolas saberiam tudo do produto e de seus produtores. Quando Lala soube do Gondola Segura ela ficou muito animada e disse: são as Gondolas Falantes dos Futuros Desejáveis em 2012!

O contato com Lala nos gerou a oportunidade de participar do Primeiro Festival Internacional de Criatividade — CRIO, que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro/RJ onde pude falar sobre a problemática dos agrotóxicos.

Junto ao evento, ocorreria o CRIO Redes que seria uma proposta de conectar pessoas dentro do Festival de Criatividade. Recebemos de Lala um desafio! Desenvolver e implementar um protótipo com a equipe da Aequalis em que pudesse gerar esses potenciais de conexão entre os participantes.

Aceitamos o desafio e devido ao alto fluxo de trabalho a nossa equipe trabalhou praticamente 24 horas antes do festival. Conseguimos implementar o sistema que mapeou cerca de 200 pessoas.

Esse desafio daria origem anos depois a uma plataforma pioneira de Fluxonomia 4D chamada Fluxa.

Terminamos o ano de 2012 com convites para ir a Buenos Aires para continuar o debate sobre economia criativa e sustentabilidade.

Recebemos também um convite para ir até Porto Alegre para participar do Fórum Social Mundial pela Palestina Livre — FSMPL onde um amigo Sérgio Storch propunha o uso da rastreabilidade nas oliveiras/produção de azeite na Palestina para garantir um comércio justo impactando a produção Palestina através da comprovação de origem.

Em seguida, aproveitei para sair de Porto Alegre e visitar Antônio Prado/RS onde está a Cooperativa Aecia, com 23 famílias produtoras na época.

Conhecemos Gilmar Belle durante a Brazil Rural, um feira promovida pelo MDA — Ministério de Desenvolvimento Agrário no Rio de Janeiro que acontecia concomitantemente a CRIO. Parte da equipe estava no festival de criatividade e eu tratando de conhecer os produtores orgânicos da feira Brazil Rural.

Depois de conhecer Gilmar no Rio de Janeiro, fomos até Antonio Prado/RS conhecer a Aécia. A Aécia é uma das mais estruturadas e antigas cooperativas orgânicas do Brasil. Eu fiquei impressionado com a organização desses produtores.

Cheguei a ser convidado para um jantar da APEX — Agência Nacional de Exportação onde o projeto Organics Brasil seria renovado após participar da BioFach Brasil. Foi constante minha inserção para investigar como poderíamos atender o setor de orgânicos por meio de uma plataforma de rastreabilidade.

Em 2010 havíamos participado de um estudo/levantamento da EMBRAPA sobre empresas de Softwares que estavam atuando no Agronegócio que foi publicado em 2011, sendo recebido por nós fisicamente em 2012.

Também em 2012 chegamos pela vez primeira a CPORG/SP — Comissão de Produção Ogânica do Estado de São Paulo onde apresentei o projeto do Gondola Segura ainda em desenvolvimento.

Abaixo o texto que inseri no grupo interno de comunicação da equipe do Gondola Segura sobre o mesmo tema. O retorno de um participante:

Prezado Diogo de Castro,

Sua apresentação no Instituto Biológico, no dia 30 de julho de 2012, foi concisa e focada naquilo que esperamos para o desenvolvimento de parcerias na Embrapa em Campinas.

Dada a urgência e necessidade da elaboração do cadastro de produtores rurais do Brasil, mais precisamente do Estado de São Paulo, e da estruturação da cadeia de produção de orgânicos, o trabalho desenvolvido por vocês tem potencial para, junto com sistemas de informações geográficas no formato WebGIS, tornar-se uma ferramenta de armazenamento, disponibilização e tratamento espacial de informações geradas por diferentes setores da cadeia de produção de orgânicos no Brasil.

Boa sorte na sua empreitada e esperamos contar com vocês, junto com o Ministério da Agricultura, na figura do Marcelo Laurino, e demais membros da Cepor-SP, na construção participativo desta parceria.

Att.
João Mangabeira
EMBRAPA

No final do ano de 2012 me lembro de ser surpreendente para uma jovem equipe, e uma jovem empresa, tantas realizações, fizemos uma retrospectiva para recordar a trajetória intensa de trabalho e descobertas e sintonizar o ano novo.

Durante esse período investimos concomitantemente em desenvolver uma estratégia de desenvolvimento de pequenos sistemas de gestão, para pequenos negócios que fossem conectados também ao setor agrícola.

Nascia a linha de produtos PRATICO da Aequalis.

Os laboratórios de inspeção alimentar certamente estariam conectados aos Restaurantes e aos produtores rurais em nossa visão de futuro.

Rodrigo, nosso colega de trabalho desde 2010 sempre teve um interesse muito grande nesse segmento como programador e até cozinheiro! Ele chegou a Aequalis com um sistema de restaurante em Delphi e em 2012 decidimos desenvolver um produto para esse segmento com a expectativa de em algum momento integrarmos ao Gondola Segura.

Essa integração seria possibilidade de ver ofertas de produtores orgânicos locais dentro de seu próprio ERPzinho agora em Java.

Levamos o Prático Restaurante para vários estabelecimentos com a esperança de integrar a distribuição de orgânicos por meio dele.

Turbo Pizzaria — Bauru/SP — 2013

Iniciando agora a implantação do sistema Prático Restaurante em Bauru/SP! Agradeço a equipe da Aequalis por essa possibilidade de chegarmos a mais uma cidade! Gostaria de agradecer Rodrigo Augusto pela impulso nesse projeto! E reportar que Fernando Generoso da Rosa finalizou ontem um importante recurso para a Aequalis Cloud, o “WebCore”. Agradecimentos a ele por essa conclusão! Ontem, Fabiano Filardo e eu a noite chegamos, ao recebermos a notícia, chegamos a um “nome” para a família de produtos web: “Dinâmo”, em alusão a “geração de eletricidade”. Agradecendo a Julio Pelli pela vitória na Controlare e Alexandre Montanha pelos portais lindos que ele desenvolveu nesse período! Parabéns equipe, vocês são foda!

Acima podemos sentir o clima do nosso passo a passo.

Abaixo uma foto de um Restaurante e Pizzaria São Pedro localizado em São Paulo no bairro Higienópolis onde implantamos o sistema Prático Restaurante de médio porte. Foi uma experiência muito bacana para nós, apesar de muito trabalhosa.

Implantação do Prático Restaurante 2012 — São Paulo/SP

Em uma noite, onde estava no caixa usando o sistema para testar os cadastros que fiz durante o dia, um Russo entrou no Restaurante São Pedro e me perguntou: Esse é um Restaurante Búlgaro? Eu respondi que não, mas lhe convidei a comer uma pizza. Quando vi a sua Kunti, um colar que geralmente usam os praticantes de Yoga pensei em perguntar mais sobre a cultura Hindu e aprender com ele.

Igor Fateev aceitou a pizza e passamos essa noite inteira em uma prosa, falando sobre muitas dúvidas que eu tinha a respeito da vida. Ele como um praticante da Consciência de Krisna, tem como propósito partilhar o conhecimento védico, juntou-se a fome com a vontade de comer.

No dia seguinte, após uma noite de caminhada e conversa por São Paulo, ele me convidou para ir até o Pátio do Colégio, onde teríamos um evento celebrando o Dia Mundial da Paz.

Eu sempre considerei o presente como um guia. Então, aceitei o convite. Depois de encher Igor de perguntas sobre a existência e a vida, escutando alegremente suas respostas, empreendemos um novo chamado, agora, já como amigos. Evidente que minha mente sempre me questionava se o que estava fazendo era seguro, ou normal, mas segui o meu coração.

Encontro Inter Religioso de 2012 — Pátio do Colégio — São Paulo/SP — Igor Fateev esta de azul.

Foi com os produtores orgânicos de Palheireiros/SP que eu obtive apoio para validar o protótipo que construímos. Ernesto Oyama, foi um dos produtores que encarou o desafio de testar nossa ferramenta.

Grupo de produtores orgânicos de Palhereiros/SP durante a visita da Gondola Segura a propriedade de Ernesto em 2013

Foi no dia 22 de Maio de 2013 que entregamos um protótipo da plataforma de rastreabilidade. Abaixo a primeira versão do Documento de Requisitos.

http://gondolasegura.com.br/anexos/EspecificacaoPrototipoProdutor2013.pdf

E o menu do módulo produtor desktop desenvolvido em Java e Mysql.

Principais Funcionalidades do Módulo Produtor

Abaixo a IDE — Ambiente de Desenvolvimento: Eclipse com os pacotes.

Código Fonte do Projeto

O código fonte esta compartilhado no GitHub para um estudo sobre como podemos empreender em rede e de forma aberta a continuidade e evolução do produto através de famílias agro empreendedoras e EFAS — Escolas Família Agrícola. Se você tem interesse em participar entre em contato comigo.

85 Tabelas do Banco de Dados do MVP 2.0 de 2013 do Módulo Produtor

A versão de 2013 contém 85 tabelas de banco de dados.

Digrama de Classes do MVP

O que conseguimos em dois anos de investigação e diversos trabalhos paralelos foram:

1. Gestor de Unidades de Produção e Remessas (Módulo Cooperativa)
2. Caderno de campo eletrônico (Módulo Produtor)
3. Módulo web para sincronizar e consultar as informações (Módulo Central)

Visão geral do MVP Completo a ser desenvolvido

Abaixo um protótipo da loja virtual e de consulta da origem dos produtos que integra com o módulo produtor.

Protótipo de Marktplace de Orgânicos para Produtores Familiares

Abaixo pode ser visto o manual do protótipo: Módulo Produtor que integra-se ao portal por meio de um módulo central de sincronização de colheitas.

http://gondolasegura.com.br/anexos/manual_produtor.pdf

Em Julho de 2013 em uma reunião da CPORG/SP — Comissão de Produção Orgânica de São Paulo aprovamos a proposta de criar um comitê de tecnologia livres, inovação aberta e gestão compartilhada.

Foi em 2013 também que conheci Wilson Batista Rezende, o consumidor que tomou um refrigerante com rato.

Apresentei Wilson ao Reclame Aqui e estudei seu processo e em seguida publicamos em uma área do site do Gondola Segura, sendo essa a forma em que encontrei de ajudá-lo.

Também gravamos vídeos na ocasião. Sofri diversas ameaças nesse período por internet devido a esse controle social.

Neste mesmo ano fui convidado pelo Eng Vicente, gestor da incubadora Prospecta a palestrar sobre empreendedorismo aos alunos de uma disciplina optativa de Empreendedorismo da UNESP/FMVZ de Botucatu/SP de diversos cursos.

Em minha narrativa estava a descoberta prática do empreendedorismo social e os negócios de impacto através do Gondola Segura.

Também fui convidado a palestrar na USP — Universidade de São Paulo na ECA — Escola de Economia e Administração, pelo Professor Cubano Felipe Chibás, onde apresentei a Gondola Segura como um caso de estudo.

O foco da palestra foi a responsabilidade sócio-ambiental e de como as marcas teriam que lidar com os impactos de suas ações.

Lembro de vários estudantes saírem da palestra comentando comigo que o desenho industrial e de consumo estava acabando com nossas vidas e nosso habitat. A narrativa do Gondola, uma plataforma de controle social, havia dado a eles uma esperança por meio do boicote.

Em 2013 seria nosso último ano em que trabalhamos presencialmente na incubadora Prospecta da UNESP. Abaixo nossa despedida após seis anos e duas empresas graduadas, a BMA e a Aequalis.

Por meio de Igor Fateev, o Russo que conheci no Restaurante São Pedro, conheci Mahesvara Chaytania Das e conectei-me com o movimento Paulistanos Pela Paz de São Paulo onde pude atuar como voluntário um período.

Lembro-me de em uma audiência pública levar a mensagem do movimento Agroflorestal e dos Orgânicos a Câmara Municipal de Vereadores de São Paulo/SP e também aos sacerdotes, buscando apoio deles nesse processo.

Abaixo a gravação dessa audiência onde relacionava a cultura de paz com a produção e consumo consciente:

Participação voluntária em audiência na Câmara Municipal de São Paulo, sobre a Plataforma da Paz. 05/06/2014.

Também em 2014 nessa onda de interagir com a cidade de São Paulo/SP, pois vivia em Botucatu, interior, fomos convidados pelo MUDA — Movimento Urbano de Agroecologia para uma Roda de Conversa no Parque Água Branca na Barra Funda sobre este tema.

Esse bate papo foi bem bacana e conta um pouco de nosso caminhar chegando a encontrar com as narrativas do CSA — Comunidade que Sustenta a Agricultura e do Instituto de Consumo Consciente Kairos.

II Encontro MUDA — SP — Inst. Kairos, Gondola Segura e CSA Brasil

Essa investigação ainda no tempo cronos, me levaria a compreender muito sobre o Kairos, nome do instituto que estava presente no encontro do MUDA. Kairos é o tempo não linear, não cronológico.

Ele é exponencial, ou seja, acontece de múltiplas formas, não é linear. Essa é uma das razões de estar escrevendo esse texto em Dezembro de 2019.

Quanto mais eu me aprofundava no tema rastreabilidade e produção orgânica, mais eu me engaja tanto no controle social político como no estudo de práticas ancestrais de manejo.

Tive a oportunidade de fazer o curso: O semeador de estrelas na na Associação Biodinâmica e aprender várias técnicas ancestrais como os preparados biodinâmicos que funcionam conforme pode ser visto abaixo na foto, através de um processo de espiral e colapso (girar sentido oposto) com plantas medicinais e são aplicadas nas plantações. Rudolf Steiner fez uma vasta pesquisa com povos originários antes de sistematizar a Antroposofia.

Também aprendi sobre a astronomia e fases da Lua, utilizando o calendário biodinâmico.

Toda essa busca por compreender como nosso trabalho de integrar tecnologia e inovação no campo sempre me colocava na dimensão política.

Em 2012 havia sido lançado o Plano Nacional de Política Orgânica e Agroecológica e meu interesse em trazer da esfera federal ao municipal estava altíssimo.

Pedro, da Associação Biodinâmica, Arnaldo da Associação de Produtores Orgânicos e Diogo da Associação Nascentes conversando no momento do jogo do Brasil na Copa esperando a Câmara Municipal de Vereadores abrir — o que não ocorreu pelo jogo.

A foto acima é um convite a reflexão: duas vidas dedicadas a ecologia por meio da agricultura orgânica e Biodinâmica. O texto abaixo foi publicado por mim com junto a foto:

O que você acharia de sua cidade ter um plano que incentive a agricultura sustentável? Na foto a Câmara Municipal de Botucatu, fechada desde das 12:30, com três associações do lado de fora discutindo a inclusão do Plano Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica e Biodinâmica na lei orgânica de Botucatu.Ativismo não para na COPA!

Em 2014 tivemos um ano muito ativo politicamente, fomos convidados a conhecer o IDEC — Instituto de Defesa do Consumidor que nos remete ao início do propósito da BMA — Rastreabilidade, com o ideal de fazer a rastreabilidade apícola:

A respeito do tema acima, discutido no IDEC e no Greenpeace aceitei o convite de ir a Brasília para participar da audiência pública sobre o pedido da empresa Suzano de liberar o eucalipto transgênico junto ao conselho gestor da APA de Botucatu.

O que estávamos fazendo era Advocacy, mas sem conhecimento! Visitamos o congresso nacional e procuramos alguns senadores para expor a problemática das árvores transgênicas na APA de Botucatu/SP.

Nesse momento uma convergência regional em volta ao tema do Plano de Manejo criou-se um movimento chamado Áreas Livres de Transgênicos.

Durante nossa visita em Brasilia, na primavera de 2014, conseguimos apoio dos Senadores Eduardo Suplicy e Cristovam Buarque para impulsionar o movimento de áreas livres de transgênicos, no caso, especificamente na Área de Proteção Ambiental de Botucatu/SP por sua importância no sistema de recarga do Aquífero Guarani.

Gostaria de chamar a atenção para um em específico, sendo inevitável deixar de mencionar como parte de meu aprendizado durante minha participação nos encontros da Comissão de Produção Orgânica/SP: as sementes transgênicas. Abaixo um vídeo que tem mais sobre esse temo.

A respeito dos alimentos transgênicos, nesse mesmo período passávamos por momentos críticos em termos de Bio segurança também na região de Botucatu/SP, e no Brasil.

Em Botucatu, pela revogação política com apoio da FIESP do item que restringia o uso de agrotóxicos e sementes transgênicas onde existe uma área de mais de 200 hectares de APA (Área de Proteção Ambiental) do Plano de Manejo elaborado por uma consultoria técnica.

Esta área é vital para o sistema aquífero guarani ou simplesmente uma das maiores caixa de água doce e pura do mundo. A APA Botucatu é um local de recarga do aquífero e o uso de agrotóxicos e transgênicos nessa região representam a contaminação desse reservatório, sem contar a fauna e flora impactadas.

Na foto abaixo estamos em um evento com Paulo Kageyama (in memorian) um renomado pesquisador que fez parte da CTNBio — Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, responsável por analisar os pedidos de transgênicos no Brasil.

Kageyama foi um dos críticos da conduta da CTNBio e sempre falava abertamente dos problemas da aprovação dos transgênicos e dos agrotóxicos.

Tive a boa fortuna de participar da audiência pública em Brasília na CTNBio com a presença de Kageyama sobre as Árvores Transgênicas e filmar. Ao sair da reunião, fui ameaçado, caso publicasse o conteúdo.

CTNBIO — Audiência Pública (04 09) Eucalipto Transgênico — Prof. Dra. Esther

É preciso urgentemente resgatarmos o debate ético acerca de temas delicados como os chamados “defensivos agrícolas” ou agrotóxicos e transgênicos, que já estão na pauta de todo dia, seja na retórica ou na mesa. — Paulo Kageyama.

A todo momento temos uma sensação de vivermos na “corda bamba”, a incerteza sobre o que comemos e sobre o que será decidido em câmaras setoriais e técnicas onde reinam convênios de pesquisadores, academia e empresas sem qualquer responsabilidade técnica.

Recentemente assistimos os testes da laranja transgênica, do feijão, do pedido de liberação do eucalipto, do mosquito da dengue, e do clone de uma cabra.

Tudo isso apenas no primeiro semestre de 2014. Enquanto isso, diversos países regulam e proíbem sementes transgênicas aplicando o princípio da incerteza e pesquisas que comprovam que essas causam um aumento de doenças como o câncer.

Foi através da CPORG/SP — Comitê de Produção Orgânica do Estado de São Paulo que acessamos produtores orgânicos que nos ajudaram a validar a plataforma de rastreabilidade do Gondola Segura e também onde pude participar e analisar com profundidade temas como os transgênicos e os agrotóxicos e seus danos a coletividade e meio ambiente.

Reunião da CPORG/SP no Insituto Biológico de SP em Julho de 2013.

Também nesse período aproveitei para fazer uma proposta ousada a CPORG/SP: a criação de um comitê de inteligência de mercado e tecnologias livres com foco em integrar cadeias orgânicas produtivas. Abaixo um texto que escrevi após sair da reunião:

O comitê de tecnologias livres, inovação aberta e gestão compartilhada foi criado e aprovado por unanimidade na CPORG/SP (Comissão de Produção Orgânica de São Paulo) pelo MAPA e seus parceiros.

Estamos como coordenadores do grupo de trabalho junto com EMBRAPA. Já existem voluntários que irão testar a aplicação de produtores, cooperativas e OCS.

Hora de estabelecermos ordem em nossa rotina para evoluirmos em busca de uma interface e ferramenta de fácil uso para os agricultores.

O primeiro passo foi dado em 2012, após um ano, voltamos a CPORG para integrar um grupo de trabalho permanente. A responsabilidade aumenta exponencialmente.

Resultados práticos: 4 grupos de produtores interessados em usar o sistema Prático. 2 empresas interessadas em soluções específicas. Desafio: otimizarmos nosso trabalho ao máximo.

Abaixo, no item 10, um ano depois pode-se verificar no ofício o tema em ata onde iriamos apresentar os resultados de um ano de validações e uma proposta de continuidade.

Ofício da CPORG/SP de 2014 — Proposta de Comitê de Inteligência e Tecnologias Livres, Rastreabilidade da Produção Orgânica e Portal da CPORG/SP.

Na ocasião, em 2014, depois de dois nos estudando o setor apresentei uma proposta chamada: Agências de Inteligência Orgânica as AGIs como protótipo de plataforma que integrasse todas as CPORGs — Comissões de Produção Orgânica.

O objetivo seria reunir os dados de todas as OCs — Organismos de Controles e Unidades de Produções visando empreender em rede todos os processos que a Comissão realiza como normativas, regulamentações, consultas, análises, pedidos, denúncias, fiscalizações, apoio a comercialização e capacitação bem como representação política.

Abaixo o modelo envido ao coordenador da CPORG como um resultado do comitê de tecnologia e inteligência de mercado.

Um dos temas que me chamavam a atenção, além da rastreabilidade, na Comissão de Produção Orgânica era a possibilidade de certificação orgânica por meio de Sistemas Participativos.

Isso é um grande avanço no processo de inclusão e democratização, já que, é possível praticar a auto-gestão através do associativismos.

Em síntese as associação podem legalmente ser organismos de controle social.

Esse assunto me entusiasma muito pois evita o monopólio de empresas certificadoras e trás aos produtores familiares alternativas de comercialização segura.

Abaixo um trecho da reunião, onde filmei o fiscal do MAPA e grande entusiasta desse assunto, Marcelo Laurino Silvestre, sendo ele um dos militantes e co-criadores desse sistema de garantia.

Pela CPORG cheguei a conhecer a participar esporadicamente da frente estadual agroecológica.

Conheci a ALESP — Assembleia Legislativa de São Paulo, através dos produtores rurais familiares e a causa orgânica.

Pude conhecer mais sobre suas necessidades e participar de encontros sobre o tema e registrando marcos chaves do setor de orgânicos como por exemplo requerimentos de entidades civis organizadas buscando apoio parlamentar ou como no vídeo abaixo a Associação de Orgânicos faz uma chamada para as audiências públicas que ocorreram em 2013 para a definição do orçamento público estadual de 2014 através de Ondalva Serrano.

Ondoalva Serrano — Definição de Orçamento do Estado SP 2014 — Chamada para AgroEcologia

Também foi pela CPORG/SP que fui convidado para conhecer a CODEAGRO, Coordenadoria de Agronegócio do Estado de São Paulo.

Lá fiz uma proposta para criarmos uma coordenadoria de inteligência. A proposta pode ser vista abaixo e reunião várias referências e aprendizados que obtive até então:

http://gondolasegura.com.br/anexos/CODEAGRO.pdf

Claro que outros temas tão importante quanto o de segurança alimentar, orçamentos e comprovação da qualidade/veracidade do orgânicos bem como gestão pública apareciam durante as reuniões da Comissão de Produção Orgânica, e ainda continuam a aparecer. E eu nem sabia ainda o que era Soberania Alimentar!

Esse foro é extremamente rico e oportuno. Aprendi demais frequentando as reuniões ordinárias. A cada reunião, tratava de conhecer um pouco mais quer seja da parte de manejo, legislação ou mercado.

Em meio a todo esse processo de empreender em busca de remuneração desenvolvendo sites e sites, ser voluntário de uma entidade do terceiro setor e tratando de recuperar nascentes, empreender socialmente através da causa agroflorestal e orgânica integrando a essa visão a tecnologia passei a conhecer mais sobre a dinâmica social dos três poderes: executivo, legislativo e judiciário.

Em Botucatu/SP, Pedro, lembrávamos pesquisando de duas leis municipais, restritivas aos transgênicos mas que na prática não são cumpridas. Duas leis municipais aprovadas no ano de 2003 tornaram mais restritiva a utilização de transgênicos na cidade e obriga a informação ao consumidor mesmo em estabelecimentos que utilizam como insumo, como restaurantes e bares. Certamente um modelo para todas as cidades!

O município de Botucatu/SP é pioneiro na regulamentação que obriga a informação aos consumidores da utilização de produtos geneticamente modificados pelos estabelecimentos que os utilizam, industrializam ou comercializam servindo de exemplo para os demais municípios.

A lei municipal número 4464, de iniciativa do atual vice prefeito Luiz Caldas Junior (PC do B), proíbe a utilização de alimentos transgênicos na merenda escolar. Esta lei obriga os fornecedores a apresentarem declaração com a composição da merenda fornecida. Obrigada a Secretária Municipal de Educação informar nos editais de licitação as proibições desta lei.

Já a segunda lei de número 4483, de iniciativa do atual vice prefeito Luiz Caldas Junior (PC do B), do atual vereador Carlos Trigo e do ex-vereador Claudio Aparecido, obriga todos os estabelecimentos comerciais, que comercializam produtos no atacado transgênicos a colocarem os produtos transgênicos em gondolas separadas e com notificação informando da comercialização de produtos geneticamente modificados além de um aviso: “ATENÇÃO — ESTE PRODUTO CONTÉM COMPONENTES GENETICAMENTE MODIFICADOS, CLASSIFICADOS COMO TRANSGÊNICOS”.

Outro ponto fundamental esta regulamentação é sobre a comercialização de produtos que utilizam insumos transgênicos, bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais que comercializam ou produzem alimentos devem colocar em local visível uma aviso: “ATENÇÃO — ESTE ESTABELECIMENTO UTILIZA INSUMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS — PRODUTOS TRANSGÊNICOS — NA ELABORAÇÃO DE ITENS QUE FORNECE OU COMERCIALIZA”.

O desrespeito a lei terá multa/punição e poderá até resultar na perda de alvará do estabelecimento. É muito importante o descobrimento dessa lei municipal em um momento onde corremos o risco de perder a informação por interesses comerciais que reconhecem que essa informação representa um perigo para a saúde humana bem como para a saúde financeira de uma marca.

Ainda no âmbito político, até por esse engajamento fomos convidados pelo Zé Gustavo da Rede Sustentabilidade, conexão feita por meio de Giovanni Mockus para estarmos na campanha de Deputado Federal de Zé Gustavo como CoDeputado. Os CoDeputados foram pessoas que pautariam temos específicos em localidades específicas junto ao seu mandato no congresso nacional.

Zé é formado em administração pública pela UNESP e desde de jovem esta engajado no controle social.

Pouco antes das eleições de Outubro de 2014 convidei Zé para conhecer Botucatu/SP e a Demétria. Evidente que o CSA — Comunidade que Sustenta a Agricultura foi um dos modelos locais, inspirados em movimentos de integração entre Produtores e Consumidores com origem recente na França, como sendo um modelo exitoso e necessário.

Uma passagem curiosa desse momento foi quando visitamos o Jornal Diário da Serra e acabou que Zé entrevistou o jornalista Haroldo Amaral e acabei por descobrir fatos super interessantes sobre o movimento ambiental local.

Para aqueles que desejarem aprender mais sobre Advocacy deixo abaixo um material valioso par inspirar.

2015
Em 2015 tivemos uma frutuosa associação com o agrônomo Sérgio Pimenta e o Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica de Avaré — NEA.

Sérgio Pimenta foi um dos primeiros profissionais a desenvolverem um software de rastreabilidade, chamado Origens. Com ele sonhamos muitas vezes sobre como integrar nossos esforços. Durante esse período vivi um período de aproximação ao campo e ao produtor muito valioso e que até hoje guardo muitos aprendizados práticos de manejo.

Aprendi nesse momento que tudo o que estávamos desenvolvendo estava completamente distante da realidade do produtor.

Acompanhei algumas vezes suas visitas técnicas em unidades de produção em transição orgânica e agroecológica e juntos acompanhamos o advento do WhatsApp no campo e a facilidade de interação entre produtor e o engenheiro agrônomo.

Foi em 2015 que a Agenda 2030 com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável foram lançados pelas Nações Unidas.

O Gondola Segura fez um esforço para integrar-se a Agenda de Desenvolvimento Sustentável de 2030 por meio de um diagnóstico em uma plataforma chamada Business Call To Action para analisar quais os objetivos faziam parte de nosso raio de impacto.

Nessa plataforma é possível ter um passo a passo sobre como diagnosticar seu negócio a respeito das capacidades necessárias para que tipo de impacto você esta vocacionado e referências que são da mesma natureza que o seu negócio.

Foi super bacana ver esse exemplo, pois o Gondola Segura sempre teve uma vocação para vir a ser uma tecnologia social, apreciando as falas de Bia Lopes. ela comentava que o processo, antes de tecnológico é metodológico e humano.

http://gondolasegura.com.br/anexos/LINK_Methodology-compactado.pdf

Abaixo a plataforma também revela um modelo para analisarmos o nível de maturidade organizacional do negócio social dentro de categorias como: liderança, cultura de conexão com dados e recursos disponíveis bem como os seus respectivos estágios de maturidade.

Uma área que te ajudará a planejar e monitorar seus impactos após seu planejamento chega para dar sentido a tudo o que você viu. Abaixo a tela para você criar o seu caso de estudo.

Por fim, uma área para analisar e gerar indicadores integrado a um mapa de outros negócios que estão impactando os mesmos ODS que seu negócio.

Algo que aprendi com especialistas em Impacto Social é que mensurar e medir a transformação é complexo. A plataforma também guia o usuário para entender como identificar o fluxo até essas variáveis.

Abaixo alguns indicadores que encontramos já adicionados por outros negócios sociais para mensurar o impacto com apoio da plataforma especificamente no ODS 12 — Consumo e Produção Responsável.

Alguns Indicadores de Impacto:

  • Produtores Rurais Capacitados por Região através de tecnologia social do Gondola Segura.
  • Gestão Rural Familiar por meio do incentivo de acesso e implantação de novas EFAS — Escola Família Agrícolas.
  • Produtores Replicando Boas Práticas Agrícolas Sustentáveis e redução de Agrotóxicos.
  • Produtores Rurais em Transição Orgânica e Agroecológica.
  • Formação de Redes de Consumidores Acessando Produtores Orgânicos Locais através de um relação de confiança: CSA-Comunidade de Sustenta a Agricultura.
  • Programa de Análises de Resíduos e Preservação Ambiental da Propriedade.
  • Formação de OCS — Organismos de Controle Social e Certificação por Participativa.
  • Integração entre Consumidores (Cidade) e Produtores em Dias de Campo.
  • Fornecimento de Orgânicos a Merenda Escolar.
  • Fornecimento de Orgânicos a Restaurantes.
  • Fornecimento de Orgânicos a Consumidores.

Por fim também por meio dessa plataforma posso visualizar a cadeia de valor de impacto gerado através da aplicação da Teoria da Mudança, um método muito utilizado nos negócios sociais para delimitar um problema e suas respectivas ações e impactos:

Aplicando a Teoria da Mudança dentro da ferramenta, a plataforma Gondola Segura considerando os impactos negativos que gostaria de transformar atende os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável:

  • Objetivo 3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades através da alimentação orgânica balanceada e saudável.
  • Objetivo 4. Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos através do incentivo e interação com as EFAS-Escolas Família Agrícola.
  • Objetivo 8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas e todos através de uma gestão rural familiar agro empreendedora integrada a redes de consumo consciente.
  • Objetivo 9. Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação através da tecnologia da informação e robótica promovendo o cooperativismo em rede e de plataformas via software e hardware livres.
  • Objetivo 10. Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles garantindo o acesso a insumos orgânicos, manejo sustentável e acesso a Terra através de ferramentas de apoio a implementação de Políticas Públicas como Reforma Agrária.
  • Objetivo 12. Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis através da interação entre produtores e consumidores na plataforma e fora dela.

Abaixo a plataforma completa que vale muito a pena ser utilizada por qualquer negócio, inclusive se você ainda não causa impacto.

É essa uma boa oportunidade de ajustar o foco sistêmico de sua atuação e unir-se a uma causa.

Em julho de 2015 sai do Brasil e fui percorrer novos percursos, novos desafios pela América Latina. Inciei a jornada no Chile e em seguida Argentina, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá e México. Também estive na Europa e Ásia.

O Gondola Segura, depois de Julho de 2015 passa a um processo de repouso.

Em 12 de Dezembro de 2015 nasce o projeto Mentoria Orgânica, que tem como proposta investigar a sabedoria ancestral para estimular e articular projetos colaborativos e regenerativos de forma integrada aos ritmos da Natureza.

Esse movimento veio a partir da narrativa da Universidade de Sabedoria Ancestral que conheci na Colômbia em Santa Marta. Estudei durante seis meses com sábios da Serra Nevada e tive a oportunidade de ver como os povos originários pensam desde de suas cosmo visões.

Para eles é preciso regenerar o pensamento humano para evitamos desastres sociais e naturais.

Esse percurso esta sistematizado e para quem se interessa por escolas iniciáticas é um chamado urgente.

2016
Depois de visitar dezenas de países e atuar como estudante da Universidade de Sabedoria Ancestral e facilitador, foi em Novembro de 2016 quando fiz uma escala no Brasil antes de ir a Índia que me encontrei com Fabiano Filardo um dos sócios da Aequalis Arquitetura e Engenharia de Software — Gondola Segur.

Em uma conversa íntima em um templo Hare Krisna, na rua Bahia do bairro Hgienópolis comentei a ele o interesse de retomar o Gondola Segura, mas sem saber ainda como e nem quando, apenas a intenção sincera estava presente por conta do ideal de atuar em nosso sonho comum.

Fabiano foi muito humano e amigo nesse momento confiando na minha palavra e também nos motivos que me levaram a sair do Brasil.

Ele e a sua irmã investiram 200k no sonho de impactar o mundo com o Gondola Segura e compreendeu minha necessidade de percorrer um chamado interno despertado por várias sincronicidades.

Em 2016 tive a oportunidade de ser consultor de vários projetos em vários países. Na Colômbia assessorei as Nações Unidas — ONU, em um projeto pós guerra aprendendo sobre conflitos territoriais.

Também forneci consultoria para o Governo Colombiano em uma empresa especializada em devolver propriedades rurais a vítimas da guerra civil entre guerrilha e para militares após facilitar encontros metodológicos junto a ONGs da região de Putumayo como a NuhJay.

Na cidade de Cali, Colômbia, facilitei um processo colaborativo que resultou em uma cooperativa de consumidores que buscava comprar de produtores locais e agroecológicos.

http://gondolasegura.com.br/anexos/LaCoop.pdf

No Equador, após um terremoto, viajei até Manta, uma das cidades afetadas e facilitei encontros colaborativos que resultaram em uma incubadora de negócios sociais pós desastre, integrando uma Universidade com 22 mil alunos há Prefeitura e a comunidade afetada. Também ocorreu um congresso internacional de inovação, tecnologia e empreendimento social pós desastre com os seguintes eixos:

  • Incubadora de empreendimentos sociais
  • Ecossistemas para o desenvolvimento de novas empresas regenerativa
  • Empreendimentos sem capital e com impacto
  • Liderança Regenerativa

Em Dezembro viajei a Índia onde fui para ser voluntário de uma EcoYoga Aldeia que realiza projetos de limpeza do Rio Canges e templos bem como promove a permacultura e o vegetarianismo.

Abaixo um vídeo que fiz como voluntário para promover o local que atua sem fins lucrativos.

Fiquei 34 dias na Índia e segui depois para Europa, onde fiquei três meses. Na Espanha tive a oportunidade de atender a Prefeitura Municipal de Barcelona além de realizar palestras em diversos locais. A oportunidade surgiu depois de um curso que ministrei na cidade.

Abaixo é possível ver um pouco do curso, onde partilhamos métodos que criamos inspirados nas vivências com os maestros da Universidade de Sabedoria Ancestral.

Em março de 2017 retornei ao Brasil, ao Rio de Janeiro inicialmente e durante um ano praticamente viajei o país de norte a sul partilhando todo o conhecimento que adquiri, só que de múltiplas formas, atuando sempre de acordo com cada contexto e desafio. Aprendi a observar o presente e confiar mas também em aplicar e validar métodos bem como criar novos.

A biomimética, a ciência que se inspira na Natureza foi minha companheira. Abaixo um mapa de ações que empreendi durante esse período sabático.

Foquei em um processo de investigação sobre como a ancestralidade poderia influenciar o futuro desde do presente apreciando o que aprendi na Universidade de Sabedoria Ancestral. Todas as perguntas necessárias e as respostas que precisamos estão no presente. Atenção plena!

Minha intuição levou-me a Formar facilitadores através de um processo ágil de despertar e germinar de projetos/sonhos em diversas cidades aplicando vários conhecimentos que adquiri durante esses anos de empreendedorismo social e estudos. A chave estava em sempre ver o novo e o desconhecido primeiro de forma apreciativa, evitando viciar-me no que já conhecia.

O objetivo foi enraizar mudanças estruturais e sistêmicas glocalmente (local + global) através da transgressão, ou seja, da desobediência do sistema e da união em diversidade. Foi uma experiência extremamente enriquecedora para agora focarmos na Gondola Segura também como uma tecnologia social. A plataforma é antes de tudo, humana!

Uma dessas experiências aconteceu em Tocantins. A Fazenda do Futuro, como é chamado o projeto de Tiezzi, foi a transição do Gondola Segura como projeto/produto para um tecnologia social viva e orgânica.

Abaixo o encontro promovido para co criarmos a Fazenda do Futuro:

Continuando o legado tecnológico, durante esse período Bia Lopes e Rodrigo em Botucatu/SP co criavam juntos uma plataforma chamada Merenda Segura, com foco na gestão de compras e contratos de produtores rurais familiares.

Merenda Segura — Plataforma de Controle Social

O objetivo esta em atender as legislações que exigem controle e critérios para as compras públicas para a merenda.

  • Referências bibliográficas recomendadas para esse ano:
http://gondolasegura.com.br/anexos/cooperativismoplataforma.pdf

Em 2018, quando estava vivendo na Bahia, praticando agroecologia fui convidado para participar de um movimento chamado Agro Em Rede, criado pela conexão de Alexandre Moreno da Syntese Consultoria, um amigo da UNESP/FCA e o animador de redes Guilherme Tiezzi que conheci durante um treinamento de Dragon Dreaming, um método de desenvolvimento de projetos em uma Eco Vila.

Após esse primeiro encontro do Agro Em Rede, que se propõe a juntar diversos profissionais, ativistas e empresas de vários tipos, incluindo Bayer (MonSanto), e outras orgânicas, como a Solo Vivo, Guilherme e Alexandre estavam integrando público aparentemente “desconexos” com o propósito de colaborar. Proposta ousada!

Durante esse encontro, sentei para almoçar eu e um produtor rural orgânico que participou, o Reginaldo, da Solo Vivo, ele me perguntou o que eu fazia.

Contei que desde minha saída do Brasil e que eu havia deixado de atuar no projeto que desenvolvi para produtores orgânicos, mas que tinha interesse em colocá-lo em uso já que tínhamos muito trabalho realizado, além de investimentos que chegam a 1000k.

Reginaldo me perguntou o que fazia nossa plataforma, depois que eu contei a ele o que fazia a plataforma de rastreabilidade, Reginaldo me disse: eu preciso dessa plataforma!

E foi assim que no dia 25 de Outubro de 2018, me conectava novamente com esse antigo sonho, o Gondola Segura e minha vida depois de uma reviravolta, me apresentava a oportunidade de continuar o que iniciamos em 2004 quando era apenas uma ideia em um trabalho de conclusão de estágio na Totvs, ainda Microsiga e que paramos em 2015.

25OUT18 — Visita a Solo Vivo — Ibiúna/SP

Viajei até Ibiúna/SP em Outubro de 2018 para conhecer a Solo Vivo empresa de produção de alimentos orgânicos e fiquei impressionado com a narrativa dessa família. Fiquei emocionado em verdade. Foi nesse momento em que recebi a notícia que viria a ser pai, meu primeiro filho estava para chegar.

Abaixo a ata da visita a Solo Vivo:

http://gondolasegura.com.br/anexos/AtaAgroEmRede2018.pdf

Sistematizei o processo de acordos para empreender em rede por meio dessa iniciativa da Agro Em Rede de forma espontânea, para vir a ter um cronograma como base do que queríamos empreender nessa jornada.

http://gondolasegura.com.br/anexos/CronogramaLiberacoesAgroEmRede.pdf

A partir dessa visita e dos acordos prévios retomamos o trabalho de atualizar o protótipo feito em JAVA Desktop para seguir validando o produto.

https://youtu.be/yrThYV0MmVw https://youtu.be/yrThYV0MmVw

No link de vídeo acima, pode-se ver uma reunião entre Rodrigo e eu atualizando o núcleo da plataforma Gondola Segura, depois de anos sem uso. Esse momento foi muito especial.

Na foto acima, estamos: Dra. Ana Beatriz Lopes, “mamãe Bia”, Rodrigo, “Rodrigão” e eu, reativando o nosso trabalho de anos para impulsionar a agricultura orgânica por meio da gestão e rastreabilidade. Será que conseguiríamos?

Abaixo, no link de vídeo eu apresento parte da plataforma Gondola Segura: incentivar e estimular o consumo consciente e a produção orgânica, promovendo os produtores que gerenciarem a qualidade bem como questões relacionados a formação de custos e preços de vendas por meio do comércio justo.

https://youtu.be/C4UTWH4mnx4

Também foi em 2018 que a legislação de rastreabilidade tornou-se obrigatória para os cultivares de FLV — Frutas Legumes e Verduras. Seria um sinal de que nosso trabalho poderia ser útil?

O ano da COP25 e que uma jovem ativista ambiental, Greta, é eleita pela revista TIME a personalidade do ano. É a narrativa da urgência de agirmos todos a respeito das mudanças climáticas que trás esse reconhecimento. Trazendo para o propósito desse projeto de vida: nosso consumo, poderia incidir em alguma mudança concreta nessa problemática global?

A resposta é certamente sim! Além de uma alimentação orgânica, podemos e devemos reduzir o consumo de produtos de origem animal e ou industrial consumindo produtos de agricultores familiares e locais.

Dito o essencial a respeito da co-responsabilidade de cada indivíduo neste momento chave, aprofundo: realizamos em 2019 um esforço para adequar o sistema de rastreabilidade — caderno de campo eletrônico para vir a ser um sistema de gestão integrado para produtores rurais familiares e poder impactar cadeias produtivas de FLV — Frutas Legumes e Verduras.

Nosso objetivo esta em apoiar e acelerar a transição agroecológica incluindo as famílias agro empreendedoras em uma gestão e comercialização rural compartilhada.

Juntamente com Guilherme e a Fazenda do Futuro estamos analisando como a plataforma integrada a uma tecnologia social pode também vir a ser uma plataforma que apoia a implantação e gestão de SAFS — Sistemas Agro Florestais bem como integrar a Rural Natural uma loja colaborativa e descentralizada gerenciada pelas famílias agro empreendedoras.

Tecnicamente as mudanças iniciais no Módulo Produtor de 2013, em sua versão Java Desktop incluiriam uma forma de calcular o custo de produção de um cultivar por metro quadrado, oferecendo ao produtor a rentabilidade de sua produção, entretanto, ainda no paradigma de monocultura, ou seja um talhão ou vários de apenas um cultivar.

Em abril de 2019, realizamos três movimentos para compreender como adequar o protótipo que desenvolvemos em 2013 e adaptar com as melhorias sugeridas pela Solo Vivo, no formato tradicional de plantio.

  1. Apresentação de Melhorias — Etapa 1 realizado em 01 de Abril de 2019.

2. Apresentação de Melhorias — Etapa 2 realizado em 01 de Abril de 2019.

3. Apresentação de Melhorias — Etapa 3 realizado em 24 de Abril de 2019.

Em Maio de 2019 novamente nesse mesmo proposito de atender as necessidades da Solo Vivo, com a visão de criar uma calculadora de custos, empreendemos mais uma ação.

Abaixo uma visão técnica das alterações que corroboram o desejo de ambos os produtores orgânicos: Luzia, pequeno porte e Reginaldo, grande porte.

3. Apresentação de Melhorias — Etapa 4 em 08 de Maio de 2019.

Em seguida, tanto Rodrigo como eu tivemos nossos dificuldades de continuar o trabalho de forma integrada, bem como nossos primeiros filhos se manifestaram nesse período pela benção divina!

Em seguida, em nossos encontros técnicos, vivenciamos dilemas avaliando o que desenvolvemos desde de 2010, 2011, 2012, 2013 e em 2018 e 2019 bem como sobre como continuar o processo de cultivo desse legado. Além de atendermos a necessidade de produtores rurais de grande porte e pequeno, também temos produtores de agro florestas.

Todos trazem as mesmas necessidades essenciais: calcular custo de produção, formar preço de venda e comercializar os produtos pós colheita e contabilização de perdas.

O encontro abaixo foi motivado por uma provocação de Guilherme Tiezzi, o que fez com que toda equipe do Gondola se mobilizasse para um processo de verificação de compromissos, realizado em Novembro de 2019.

Após esse encontro, Rodrigo e Diogo se reuniram e discutiram os desafios técnicos do projeto bem como as possibilidades de continuidade onde tomamos algumas decisões táticas sobre como continuarmos.

A definição entre a equipe técnica foi a de pivotar solução de 2013 e 2018/19. Torna-la mais simples e menor. Sem tantas funcionalidades. Seria um MVP do MVP. Abaixo o modelo que chegamos como essencial para um esforço de desenvolver na Web deixando o Desktop Legado na “sementeira”.

O mapa mental do produto mínimo viável apresentado por Rodrigo com a sugestão de levar uma versão mínima para web:

O wire-frame apresentado por Diogo correspondendo para uma solução web:

Em seguida o conselho de administração do Gondola Segura se reuniu para um alinhamento interno, realizado em Dezembro de 2019.

Fechamos o ano com um grande esforço de continuidade, tanto do projeto original como legalmente, no compromisso de estabelecer prioridades e alcançar metas.

Abaixo algumas metas que fixamos no âmbito operacional:

  • Definir as funções de um MVP do MVP na web com base na pivotagem do projeto para focalizar em 2020 que inclua a agro floresta.
  • Estruturar o ambiente de desenvolvimento e arquitetura de projeto web e mobile utilizando a arquitetura API Rest disponibilizando o código através de um versionamento git.
  • Decidir quando daremos continuidade nas melhorias iniciadas no módulo desktop quer seja para adequar, remanufaturar ou abrir o fonte para outros interessados em continuar esse MVP Desktop.

Partilhando essa sistematização por meio do WhatsApp recebi alguns comentários de pessoas chaves que vale a pena anexar que relacionam-se com a dimensão tática:

Sérgio Storch da Articulação Brasileira da Economia de Francisco faz uma alusão sobre a Economia de Francisco, em seu comentário, um chamado do Papa para em Assis, na Itália em 2020 junto há 500 jovens selecionados irão co criar com grandes personalidades como Vandana Shiva e Muhamed Yunus e economistas um novo modelo de Economia, que integre um pensamento ecocentrista.

A visão acima de Sérgio esta integrada com o trabalho que estamos realizando na Fazenda do Futuro através da EFA — Escola Família Agrícola. Também em Ibiúna/SP existe o interesse da SoloVivo e parceiros em ativar a EFA local que esta há anos fechada.

Visitei em 2018 junto com Reginaldo, produtor da SoloVivo a EFA de Ibiúna/SP, local onde a família de Reginaldo iniciou com um horta de 3 mil metros. Através dessa horta, hoje a SoloVivo emprega mais de 100 funcionários e tem três unidades de produção somando 35 hectares.

Diogo Lopes e Reginaldo da SoloVivo durante visita na EFA de Ibiúna/SP

Abaixo fotografei materiais super interessantes que encontrei no prédio. Me espanta a qualidade do conteúdo e me faz refletir na visão de Sérgio Storch sobre o despertar do consumidor e cidadão consciente por meio da anunciação e educação libertadora.

A Solo Vivo criou em 2019 um vídeo contando a história deles.

Ainda no tema educação, em 2013 visualizei algo semelhante a dica do Sérgio Storch e quero relacioná-la aqui. Chamei esse processo de aprendizagem em rede de Genoma Social.

A marca que escolhi para representar esse movimento foi VIBRAMUNDO.

Guilherme Tiezzi da Fazenda do Futuro e Rural Natural integra a equipe de cultivadores do Gondola Segura. Ele também tem um trabalho de mapeamento de redes chamado trilhas de conexões. Guilherme ajudou a criar um novo curso na EFA — Escola Família Agrícola de Paraisópolis/TO. O curso chama-se Bio agronegócio e tem como inovação a integração do Agronegócio com a Bio visão, ou seja, a sintropia.

Abaixo ele também manifestou-se após ler essa sistematização.

Luiz Carraza da Central do Cerrado esta focalizando um trabalho muito conectado com o Gondola Segura e que estou participando, a rede sociobio que visa conectar produtores familiares de diversos biomas a consumidores da cidade de São Paulo/SP por meio de um entreposto e uma operação inteligente e que se relaciona ao projeto desde de uma dimensão estratégica que seria a comercialização:

E você o que acha? Como podemos empreender socialmente em rede e causar impactos positivos por meio dessa narrativa?

2020
O processo de cultivo, preparar o solo, semear, germinar, enraizar e colher se faz permanente, entretanto, temos que regenerar os danos que estamos causando a atmosfera, ao solo, aos ciclos sistêmicos da Natureza se quisermos ter a garantia da continua colheita.

Em 2020, seremos capazes de colher o que já semeamos e plantarmos novas sementes parando de degradar e regenerando o que já contaminamos?

Acredite! O nosso consumo muda o mundo!

Trecho do filme La Belle Verte (pt: Turista espacial), dirigido por Coline Serreau, lançado em 1996.

O cultivo de nosso sonho passa por um processo de sabatinamento. Sempre que a equipe aumenta além da oxigenação temos também novas ideias e opiniões. Esse processo de contração e expansão é fundamental para a manifestação.

O ano de 2020 começou cedo para nossa equipe. No dia 02 de Janeiro fiz uma reunião com Rodrigo, da Assovio, e um dos programadores da Aequalis desde de que iniciamos este projeto em 2010.

Dez anos depois da construção do primeiro protótipo do Gondola, o Prático Produtor, construímos juntos uma proposta estratégica de unir-nos. Rodrigo após esse encontro passaria pelo crivo do Conselho para vir a ser um dos Co Fundadores e Acionistas do Gondola Segura e nós de integrar a visão de Rodrigo a evolução do projeto. Um processo de busca por uma nova Governança com as ressalvas de um acordo recíproco.

Já no dia seguinte, 03 de Janeiro, fizemos um encontro para decidirmos sobre a proposta que chegamos junto com o Rodrigo, por conseguinte, deliberamos sua entrada como membro do conselho no decorrer da mesma semana.

A partir de Janeiro passamos a 5 acionistas co fundadores com o desafio de honrar o legado e dar continuidade ao antigo sonho. Agora com reforços de um dos programadores da plataforma inicial.

A equipe agora conta com dois Programadores, com o objetivo de continuar o legado e dar vida a novas ferramentas, uma Pesquisadora com o objetivo de relacionar-se com produtores e implementar tecnologias sociais próprias, uma Engenheira com foco em novos negócios e um Psicologo com foco em relacionamento com parceiros e investidores.

Abaixo o encontro de 21 de Janeiro onde aprofundamos o processo de funil para a definição de um foco para uma nova arquitetura e versão com o objetivo de continuar o desenvolvimento de nossa plataforma e negócio.

No dia 30/01/2020 chegamos a continuidade do encontro do dia 21, onde chegamos a uma definição. Nosso cultivo como equipe nos próximos meses naturalmente emergiu com base no que no passado havíamos visualizado.

Isso indica que validamos nosso público, modelo de negócios e visão de produto. O que muda é a Arquitetura e a Modelagem. Abaixo é possível ver nossa terceira interação de conselho no ano em apenas um mês. Conseguimos ganhar tração com entusiasmo como equipe e convergir.

Abaixo um resumo para o próximo encontro:

São as águas de Março fechando o Verão, promessa de vida no meu coração! Continuamos nosso cultivo com as chuvas do Verão!

06FEV2020 — Conselho Gondola — A Jornada do Herói

No dia 06 de Fevereiro fizemos uma reunião de conselho muito frutuosa, como pode ser visto no vídeo acima.

O Ah-Rá: Suite Gondola Segura é um Conjunto de Soluções que integradas formam o conceito da Gondola Segura.

Conjunto de Módulos Desktop chamado Prático para diferentes tipos de produtores rurais em diferentes níveis de maturidade de gestão.

1 — Prático Manejo (Orgânicos e Agroflorestas) * FOCO INICIAL A TERMINAR
1.1 — Prático Manejo + Colheita
1.2 — Prático Manejo + Colheita + Custos
1.3 — Prático Compras + Estoques
1.4 — Prático Compras + Estoques Financeiro
1.5 — Gôndola Central Cadastro * FOCO INICIAL A TERMINAR
1.6 — Gôndola Central Consulta * FOCO INICIAL A TERMINAR

1.7 — Gôndola Central Consulta Mobile/App

Laboratórios
2.1 — Prático Laboratórios: Foco em análise de resíduos

Restaurantes
3.1 — Prático Restaurante: Foco em rastrear os produtores de Restaurantes por meio de suas narrativas no Gôndola Central através de um editorial áudio visual chamado Raízes Orgânicas.

Emergiu como Ah-Rá:
→ Continuidade das Reuniões de Conselho
→ Mapear Fluxo de processos do Ecossistema de Agroecologia e Orgânicos
→ Construção de Narrativa da Plataforma Gondola Segura
→ Perguntas Geradora do Gondola Segura e construção de valor
→A alimentação saudável como saúde pública

Focos Ocultos:
→ Educação:
Como podemos tornar-nos uma FATEC da Agroecologia e Orgânicos?

→ Controle Social:
Como podemos nos tornar o Reclame Aqui dos Alimentos Orgânicos?

→Auditoria Participativa/Denúncias:
Como podemos nos tornar um selo de certificação socioambiental auto gerido e aberto?

Próximos Passos:
Definir o processo de implementação dos encaminhamentos:
→ Implementar o Prático Produtor em um produtor em Botucatu/SP, Ibiúna/SP e Caseara/TO.
→ Levantar os dados e modelos / planos do Prático Produtor como template na Fazenda do Futuro e Ibiúna/SP
→ Falar da Narrativa do Gôndola e buscar sinergias e alianças.
→ Bia ficou de levantar Requisitos para atender a Legislação 100%.
→ Assistir o vídeo:

Na reunião de conselho de 5 de março 2020 algumas perguntas geradoras por parte de Rodrigo surgiram e eu tentei trazer algumas propostas de respostas.

Abaixo pode-se notar que esta emergindo a necessidade de um processo de governança. Até o momento não falamos de nenhuma plataforma de comunicação ou método de gestão de projetos, desde de nossa retomada, agora, começamos e sentir tração.

Essa observação me remete um aprendizado: só implementar processos de governança e ou métodos quando todos do grupo tiverem essa percepção da necessidade e quando a tiverem, buscar atender somente o nível e dimensão necessário.

http://gondolasegura.com.br/anexos/SistematizacaoConselhoMarco2020.pdf

Neste caso acima, verificando com Rodrigo, o que ele estava sentindo falta era de um processo de decisão, com critérios e uma forma de documentar propostas visualmente, bem como de elaborar as propostas de forma coletiva.

Chegamos a conclusão que um simples Mapa Mental e um menor tempo de interação entre nossas reuniões resolveriam.

Definição da Vitrine do Produtor — Integração Portal com Prático — Caderno de Campo

Desde de Janeiro/2020, após uma profunda reflexão sobre qual seria o foco e os caminhos a seguir, tanto tecnologicamente como em termos de modelo de negócios e impacto, concluímos que:

  1. A prioridade da plataforma Gondola Segura, neste momento seria contar as histórias dos produtores rurais. Nesse caso dos dois clientes que estamos cultivando: Rural Natural e Solo Vivo.
  2. Podemos iniciar de uma forma simples e eficiente, evitando ter que construir um monólito ainda que MVP utilizando um gestor de conteúdo — CMS, como o WordPress nesse momento de ativação.

Com base em nossa última conversa, que não gravamos, no dia 5 de Março, considerando os itens 1 e 2 acima tratei de iniciar o desenvolvimento do portal do Gondola Segura (www.gondolasegura.com.br).

https://gondolasegura.com.br/portal/

Hoje, 07 de Março eu e Rodrigo avaliamos a página e tratamos de estudar uma forma de integrar o Módulo Prático Produtor com a página web desenvolvida com WordPress.

Chegamos a proposta de desenvolver uma API e um Núcleo próprio chamado de “Remessa” e “Vitrine”. Sendo a Remessa um POST do sistema Prático (Desktop) e a Vitrine um GET (Web). Segue Ata abaixo:

No dia 12 de Março de 2020 a API que integra o Prático — Caderno de Campo com o Portal Gondola Segura na área chamada de Vitrine do Produtor começou a ser desenvolvida.

Outono de 2020
Época de colheitas para nossa equipe! Ainda no final do verão chegamos a uma reunião muito interessante do conselho, onde nos reconhecemos e conhecemos. A reunião abaixo de 19 de Abril foi uma anunciação do que seria nossa primeira colheita como grupo.

Em seguida, tivemos a chegada da Solo Vivo por meio do CEO Reginaldo, e a Rural Natural, Cooperativa do Tocantins por meio de Guilherme Tiezzi para verificarmos sinergias e possíveis formatos de empreender em rede juntos. O encontro que ocorreu em 23 de Abril de 2020 inaugura o ciclo de colheitas e nos revela potenciais ocultos.

No dia 30 de Abril de 2020 começamos a revela e mapear possibilidades juntamente com esses novos parceiros, Reginaldo e Guilherme. Tentamos compreender como atuaríamos juntos e em quais formatos, considerando um processo de escuta de cada participante.

No dia 07 de Maio de 2020, concomitantemente a um processo de diálogo de negócios e parcerias, continuamos o trabalho de adequação da estrutura do Prático -Módulo Produtor em relação a estrutura de gestão de custos de produção junto ao que o produtor e CEO da Solo Vivo Reginaldo nos orientou.

Ainda em paralelo ao processo com a Solo Vivo, por meio de Reginaldo, Bia Lopes juntamente com Rodrigo inciaram a uma implantação/adaptação do Merenda Segura na Rural Natural — Cooperativa Rural localizada no Tocantins, através de Guilherme Tiezzi.

Abaixo, o encontro de 13 de Maio de 2020 onde foi realizado um retorno deste processo da Rural Natural, para Bia e Rodrigo.

O que segue abaixo é resultante do processo de cultivo de relações com propósito e compromisso com a conexão com a causa da agricultura e é certamente parte do processo de colheita intangível.

Em 17 de Maio de 2020, nosso encontro gerou um processo de entendimento sobre como poderíamos atuar juntamente a Reginaldo e Guilherme.

Chamou-se esse encontro de Pré-Aliança. Este encontro foi uma preparação para o encontro que seria no dia seguinte, com Reginaldo e Guilherme.

No dia 18, realizamos o encontro que chamou-se: Aliança Inteligência Orgânica. Ele foi a base que definiu um formato disruptivo de atuação da Gondola Segura com parceiros chaves e permitiu continuarmos avançando em nossa pesquisação.

O que seguiu depois foi um encontro entre Reginaldo e Diogo para buscar uma sinergia/projeto que pudesse motivar mais produtores a conhecer nossa narrativa de integração da tecnologia, gestão e rastreabilidade. Desse encontro nasceu uma busca pelos Agricultores do Futuro.

O encontro ocorreu em 21 de Maio de 2020 já sendo uma primeira ação da Aliança Inteligência Orgânica.

Logo em seguida, dia 28 de Maio de 2020, uma segunda ação ocorreu, agora entre Diogo e Olívia da fazenda Eco Araguaia, onde existe um SAF — Sistema Agro Florestal recém implementado. O encontro esteve em conhecer como Olívia vem realizando o controle de custos do SAF.

E para fechar a colheita desse frutuoso Outono, chegamos no dia 12 de Junho, celebrando o dia dos namorados na ativação dos Agricultores do Futuro, um programa da Aliança Inteligência Orgânica que tem como objetivo reunir diversos produtores com especialistas em diversas áreas com o objetivo de otimizar, potencializar e estruturar a produção de acordo com algumas dimensões: tecnologia, gestão, controle administrativo, qualidade, boas práticas, comercialização, distribuição e relacionamento com os consumidores: isto é a matriz do que sempre chamamos de Gondola Segura.

O Inverno/2020 reservou surpresas depois desse processo de interação que revelou os Agricultores do Futuro como um meio para identificar produtores interessados em elevar sua maturidade em gestão rural.

Nesse período empreendemos o desenvolvimento da versão WEB, inspirados na validação do protótipo Desktop feito em JAVA em 2010 e atualizado em 2018 e 2019.

http://app.gondolasegura.com.br/

Com esse esforço conseguimos visualizar nosso mapa de funcionalidades e organizar a liberação de módulos que pudessem entregar valor a todos que fazem parte da cadeia produtiva.

Lançamos uma página promocional de lançamento da versão Web que chamamos de Gondola APP com o foco em apresentar três módulos principais: Caderno de Campo com a Gestão de Custos e Financeiro, a Emissão de etiquetas QRCODE e um Módulo de Controle de Qualidade com foco em certificação.

Lançamento da Landing Page do Gondola Segura 2020

Iniciamos um processo de atualização da marca, que após 10 anos, foi adequada para que possa ser melhor visualizada em dispositivos móveis.

Também por sugestão do Reginaldo da Solo Vivo, atualizamos a marca para a visão de atendimento exclusivo para o setor FFLV — Flores, Frutas, Legumes e Verduras.

Estudo de Evolução da Marca — 2020 pelo Designer Fábio Nucci criador da marca em 2010

Um inverno extremamente produtivo e com muitas colheitas! Abaixo uma apresentação do módulo web ao produtor Dax de Alto Paraíso.

Primavera 2020

Hora de florescer e semear! A partir de Setembro de 2020 investimos bastante energia no desenvolvimento do módulo Financeiro e Fiscal da Plataforma Web Gondola Segura.

Se parecia distante termos uma plataforma de rastreabilidade integrado com caderno de campo, o que já temos, a emissão fiscal para produtores estava ainda mais em nosso campo de visão se nos imaginarmos há dois anos atrás (2019).

Entretanto, agora, em 2021 é realidade.

Conseguimos desenvolver inclusive a parte contábil com balancete e demonstrativo de resultados.

É uma realização muito significativa, pois estamos falando de elevar a maturidade da gestão no campo.

De oferecer a produtores rurais familiares a oportunidade de administrar seus negócios de maneira automatizada, integrada e digitalmente.

Verão 2021

Chegamos ao ápice de nosso MVP, concluímos a rastreabilidade on line integrada com o caderno de campo! Uma inovação no processo, pois o mercado somente atende hoje a localização do produtor por meio de um número de lote.

Conseguimos gerar o QRCODE com dados do caderno de campo. Foi a segunda vez que fizemos essa realização, sendo a primeira vez em 2013 com a versão Java usando Web Services e Xml e agora usando API Rest Full em PHP em 2020 em projeto 2021 em implementação atualizando-nos na arquitetura.

Veja o resultado:

Também foi neste verão que fechamos um contrato formal com a Solo Vivo! Celebramos nosso primeiro contrato.

Conhecemos a Solo Vivo em 2018 e agora em 2021 alcançamos uma confiança fruto de uma relação transparente centrada em valores humanos e propósitos comuns.

Assinatura de Contrato com Solo Vivo — Janeiro de 2021

Retornamos a CPORG conforme ata abaixo, depois de sete anos de termos chegado na comissão de produção orgânica pela primeira vez 2012 e cinco anos desde da primeira apresentação da primeira versão do Gondola Segura.

Foi uma sensação de dever cumprido, pois o Gondola Segura teve apoio de recursos públicos e também de produtores e coordenadores da CPORG e agora tem uma versão web.

Nós mesmos, como empresa, ficamos em ata, responsáveis por um comitê de tecnologia livre e inovação aberta e agora conseguimos fazer essa devolutiva.

Na ocasião fomos convidados pela EMBRAPA para participar de um projeto correlato.

Reunião com EMBRAPA para cooperação com plataforma nacional de informações sobre produção orgânica.

Agora o tempo urge!

Os custos de impostos atrasados da empresa por conta de minha saída do Brasil, que se deu por uma necessidade de sobrevivência foram de mais de 20k (mil reais).

Quitamos tudo e partimos agora para a conclusão de nosso primeiro ciclo de regeneração da empresa.

Iniciamos um segundo ciclo para buscar retornar o investimento de nossos acionistas, colaboradores, financiadores e cliente sempre gerando valor compartilhado a sociedade.

Vamos juntos?

Outono 2021

Quando vou espiar sobre o Outono de 2020, nessa sistematização vejo que emergimos um desejo muito grande de impactar os produtores. Por isso emergiu o programa Agricultores do Futuro, onde tínhamos uma jornada missionária, mais do que empreendedora.

Esse trabalho ganhou tração agora, um ano depois, após um curso do SEBRAE Botucatu/SP chamado Orgânicos da Cuesta.

Esse curso foi uma indicação da talentosa jornalista Francine Lima. Nele tive a oportunidade de apresentar a plataforma do Gondola Segura e também fazer uma dobradinha com o Reginaldo, CEO da Solo Vivo, sobre os impactos que a plataforma produz no campo e na cadeia produtiva.

Foi a segunda vez que dividi com o Reginaldo uma palestra. A primeira foi para um grupo de colaboração com diversas empresas do agronegócio em 2018. Eu estava vivendo na Bahia e iniciando uma Agrofloresta, e por conta dessa palestra continuamos sonhando juntos em regenerar a plataforma iniciada há anos!

Para quem não conhece Francine Lima, quem me apresentou esse curso do SEBRAE ela foi a criadora de um canal no Youtube há dez anos atrás chamado Do Campo a Mesa.

O trabalho de Francine tornou-se viral e muitas pessoas começaram a se perguntar: De onde vem a sua comida?

Muito inspirado pelo seu trabalho, sempre admirei Francine, e passei a segui-la e sempre ler suas publicações, por mais de anos, e sempre pensava: quando vou poder trabalhar com ela?

Quando vi que Francine abriu uma consultoria, esperei a oportunidade de pedir uma proposta para que ela apoiasse o Gondola!

Reunião com Francine Lima — Frutífera Engajamento Corporativo

Nesse Outono iniciamos um trabalho junto a Frutífera, consultoria de engajamento da Francine, onde ela está orientando-nos para compreender a jornada do Gondola Segura como plataforma e modelo de negócios de impacto.

Do campo a Mesa! Esse é o mantra da Francine e agora também o nosso!

Começamos a nos perguntar também:
- De onde vem o nossos impactos?
- Quem são nossos financiadores?
- Que modelo queremos desenvolver e como validar e replicar?

Nesse momento tudo ficou muito confuso, já que nós atuamos com uma visão sistêmica, integradora e em todos os elos de uma cadeia produtiva.

É muito para uma andorinha só.

Algumas hipóteses sobre essas perguntas nos forneceram dicas preciosas e nos fizeram repensar e inverter totalmente nosso planejamento estratégico.

Seguindo a orientação da Francine comecei a entrevistar diversos atores da cadeia produtiva de FLV — Frutas Legumes e Verduras Orgânicos, apoiado por ela, com as melhores perguntas iniciei uma jornada de investigação.

O que dizer desse processo recém elaborado? Eu realmente me espantei com o que estou descobrindo. Não sei nem por onde começar a narrar!

Mas a verdade é que eu tenho o dever de partilhar.

Alguns dados e ou informações relevantes da minha pesquisa:

  • Somente 3% de todo consumo alimentar no Brasil é Orgânico. Sabe o impacto negativo desse dado para a saúde humana, do solo, dos lençóis freáticos?
  • Aproximadamente de 90% da propriedade das Terras são de latifúndios que produzem commodities transgênicas para exportação. 75% dos alimentos que chegam na mesa do consumidor é de aproximadamente dos outros 10%.
  • As cadeias produtivas FLV pelo Brasil são quase todas em sua maioria geridas de forma amadora, de maneira ineficaz, estima-se que 70% é o desperdício de ponta a ponta. Existe muito problema de conduta e competência com pessoas. Falta compromisso e balanceamento em toda a cadeia em relação a indicadores, métricas, compromissos e transparência.
  • O mercado não tem regulação e isso quer dizer que os preços pagos não tem base de cálculos baseados nos custos de produção dos produtores. Isso é gravíssimo pois gera anomalias econômicas. O mercado de comercialização de orgânicos não tem regulação, ética ou relações justas. O Varejo é o matadouro das distribuidoras e as distribuidoras dos produtores por falta de regulação, e isso ocorre porque os Produtores Rurais não sabem calcular seus custos, markup (índice de margem em relação aos custos e variedades de produtos) e margem líquida, então aceitam vender por qql preço que o Varejo exige.
  • O conceito de orgânicos no Brasil tem referências do modelo Europeu, isso é outra gravidade, pois toda legislação e normativa está considerando que os produtores tem o mesmo grau de instrução, conhecimento ou constantes como o clima iguais ou parecidos com a Europa, e isso é totalmente ao contrário. O produtor não sabe calcular custos, o clima aqui é diferente não tendo um inverno rigoroso onde o solo se recupere e o grau de instrução dos produtores tem uma relação grande com a falta de conhecimento em gestão.
  • Um dos responsáveis por mudar isso, além do produtor, é o consumidor. Ele é como uma indústria, mas não sabe seu poder nem se importa em sustentar um processo que massacra os produtores.
  • A agricultura de mesa impacta mais a taxa Selic (inflação etc) do que o Petróleo. No entanto, o modelo de commoditie como soja, milho, eucalipto que tem subsídios, seguro, crédito e antecipáveis de recebíveis não é replicado a um nível menor de escala sequer com os produtores de FLV que garantem o mais importante, comida na mesa, orgânicos na mesa. Um dos argumentos é falta de dados como histórico de produção, custos e planejamento.
  • Os produtores podem reverter isso se souberem calcular seus custos e criarem canais de venda diretos em escala e cobrar seus direitos tanto a nível local, regional como nacionalmente.
  • Os produtores podem reverter isso se souberem calcular seus custos e criarem canais de venda diretos em escala e cobrar seus direitos tanto a nível local, regional como nacionalmente.

Trecho de uma das minha entrevistas que me causou espanto:

Como você pode ver, o mercado criou anomalias por falta de regulação e gestão.

Temos problemas graves como o Varejo matar o Distribuidor, e o Distribuidor matar o Produtor, e isso porque os produtores não sabem calcular seus custos, suas margens líquidas e seus mark ups, e acabam aceitando os preços exigidos de venda de varejistas que consideram os orgânicos com um valor regular sem considerar o clima, o território, a estação e os custos.

Nesse sentido, os alimentos convencionais seguem uma lógica de oferta e demanda, se um tomate custa 20kg hoje, mas amanhã está em 120Kg, ele também paga.

Nos orgânicos, isso não ocorre. De novo, é uma anomalia econômica e os produtores são parte disso porque querem ganhar mercado e esquecem que essas ações vão acabar com o mercado como um todo.

Já são sete anos sem alterações nos preços de orgânicos, as grandes redes de varejo não aceitam mais aumentos.

Para resolver esse problema precisamos de novos modelos.

- Vender produção ainda no plantio como no modelo convencional ou de commoditie.

- Regular o mercado e ter análise de custos para orientar os produtores sobre os custos e variações do ano e em comparação com anos anteriores.

- Fazer projeções futuras com base em dados estatísticos e provisões.

- Atualizar legislação que impede as certificações de atuar com gestão e análises de custos e regulações.

- É preciso levar informações sobre boas práticas e práticas que geram anomalias, como comparações de custos de produção por região.

- Influenciar o mercado a praticar preços justos

- Sistemas automatizados de cotação para planejar compras futuras

- Inserir compras futuras de plantio nas negociações do ano

- Estudar o mercado de financiamento e subsídios de commodities e criar modelos iguais para FLV orgânicos

- A grande indústria é o consumidor. Ele é o responsável pelo varejo mudar ou não. Ele se pergunta, onde eu compro meu FLV?

- Se todo mundo comprasse pela internet, pronto! Se ele comprasse por Delivery conscientes e justos, pronto! O varejo iria se tocar. Aliás, até o varejo precisa vender pela internet. Esse sistema de Gondolas no supermercado é ineficiente e ainda danifica produtos, todo mundo pegando, apertando, deixando cair. Fora que podemos saber quem compra o que e porque e quando, e fazer análises.

Nesse momento estamos tratando de terminar as análises de nossas pesquisas e atualizar o modelo de negócios de impacto da Gondola Segura.

Um novo momento está emergindo neste Outono e junto novas soluções.

Pensávamos em atender o produtor rural orgânico como base de um trabalho de plataforma quando iniciamos, depois de mais de uma década isso foi possível e conseguimos agora atender também a distribuição onde começamos a entender a relação destes com o varejo aprofundando como as cadeias produtivas atualmente funcionam.

Apreciando essa jornada posso afirmar: tem muita oportunidade de evolução de ponta a ponta para o segmento de produção e alimentação orgânica e para todos que desejem contribuir com esse sonho de uma produção e consumo consciente.

Partilho nosso atual propósito:

Apresentação realizada para um grupo de 145 produtores orgânicos em Abril de 2021

Nosso Road Map em 2021 após esse processo de cultivo natural.

Gestão Empresarial com ERP para Cadeias Produtivas.
A plataforma Gondola Segura aplicou o conceito de gestão integrada (Enterprise Resource Planning) que faz parte da gestão empresarial com o objetivo de introduzir ou elevar a maturidade de administração de produtores rurais familiares e suas cadeias produtivas.

Celebramos o lançamento de nossa plataforma e de um arcabouço de métodos, ferramentas e boas práticas que queremos compartilhar com você que tem interesse em participar desse sonho.

http://gondolasegura.com.br/anexos/PitchGondola.pdf

Não paramos por aqui. Nosso objetivo é atuar de ponta a ponta, integrando cadeias produtivas inciando no segmento FLV- Frutas Legumes e Verduras, desde dos produtores, passando pelos distribuidores até os consumidores. Para isso um longo caminho foi traçado, desde 2004 quando iniciamos uma pesquisa sobre o tema Rastreabilidade e Segurança Alimentar.

Queremos impactar positivamente a vida dos produtores rurais familiares e de milhares de consumidores que acessam diariamente produtos com comprovação de origem e impactos positivos e para isso temos um longo caminho com muitas peças a serem reveladas e integras nesse quebra cabeça chamado Gondola Segura.

Visão de Futuro do Campo a Mesa do Gondola Segura

Inverno 2021

Lançamos a nova marca do Gôndola Segura com a seguinte proposta de valor:

Facilitar, fortalecer e promover relações de confiança na cadeia de produção e consumo de FLV orgânicos, por meio de sistemas informatizados de rastreabilidade e gestão de dados de cadeias produtivas, de modo que as relações comerciais sejam do tipo ganha-ganha.

Se você deseja participar, trocar ideias ou colaborar envie por favor uma mensagem pelo meu perfil do LinkedIn ou pela página do Gondola Segura.

Diogo de Castro Lopes
Co Founder
https://www.linkedin.com/in/dloopes

Sistematizações para Facilitadores de Projetos Colaborativos e Comunidades Regenerativas

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